http://www.contioutra.com/e-impossivel-evoluir-com-os-olhos-vendados/
segunda-feira, 14 de março de 2016
sexta-feira, 11 de março de 2016
quinta-feira, 10 de março de 2016
JULGAR NA SUPERFÍCIE... UMA FALHA GRAVE!
Eu estudei na PUCSP, no ano de 1974 comecei o curso de Letras, Língua Portuguesa. Saía da faculdade às 23.15hrs., entrava num ônibus descia em frente à Rua Major Sertório em São Paulo, eu morava na Avenida Ipiranga, no Edifício Copan.
Atravessava a Rua Major Sertório de ponta à ponta. As pessoas diziam:
- Que perigo, esse lugar é muito ruim, é o pior lugar de São Paulo, uma rua de prostituição.
E... fiz esse caminho durante quatro anos, nada de mal me aconteceu, muito ao contrário, aprendi coisas importantes para minha vida, e coisas boas. Vou contar uma história que trouxe a mim um pouco de discernimento em minhas conclusões.
Eu descia do ônibus sempre perto da meia noite, entrava na Rua Major Sertório e na esquina sempre estava uma moça, bonita, com os cabelos da cor do sol e dona de um sorriso lindo. Ela sorria para mim e me acompanhava, anônima, em silêncio, até eu atravessar a Avenida Ipiranga, e voltava para seu lugar.
Um dia ela me deu boa noite e perguntou como tinha sido minha aula, eu respondi, feliz por ela conversar comigo. Um dia cheguei ao nosso local de encontro de todas as noites e ela não estava. Um rapaz se aproximou de mim e perguntou se era eu que ela levava até a avenida, eu respondi que sim. Ele falou que por uns dias seria ele, ela estava adoentada.
Fiquei muito emocionada pelo carinho e cuidado. No dia seguinte, comprei um bombom "Sonho de Valsa" e perguntei se ele podia entregar a ela, ele disse que sim.
Alguns dias se passaram, nunca fiquei sem proteção durante esse tempo. Até que um dia feliz a encontrei no lugar de sempre, ela estava muito magra e abatida, fui para abraçá-la e ela com gentileza me empurrou e disse que não sabia que doença tinha, então era melhor eu não me aproximar, agradeceu o bombom e disse que nunca ninguém a havia presenteado. Então, uma vez por semana eu entregava a ela um doce, um chocolate e um dia minha mãe fez arroz doce, eu levei para ela, que chorou de felicidade e contou que sua mãe enquanto viva também fazia arroz doce. Essa informação foi a única que tive de sua vida, ela nunca se lamentou ou contou algo a mais.
Terminou minha faculdade, no último dia de aula, me despedi dela, ela me abraçou e falou que estava muito doente, que em breve não poderia mais estar ali, pedi o endereço disse que a visitaria, ela disse que não, que eu deveria esquecer dela, que nosso tempo havia terminado, e olhou nos meus olhos, chorando e agradeceu assim:
- Sempre quis ter uma irmã e durante esse tempo foi você. Obrigada, mas faz anos que não trabalho mais nas ruas, quis que um dia você se orgulhasse de mim, como eu sinto orgulho de você, então larguei essa vida. Eu só venho aqui para te acompanhar, hoje sou empregada doméstica de uma senhora muito idosa e cuido dela; mas, tomei a decisão tarde, eu estou morrendo e só espero conseguir viver até o momento em que minha patroa precisar de mim, ela também é sozinha. Agora vá, e tenha uma vida feliz!
Eu nunca soube nem mesmo o nome dela, ela nunca quis dizer, como também nunca disse o meu, mas para mim, ela foi um anjo que Deus colocou em meu caminho.
Anjo de luz, tenho certeza que você está bem, sei que sempre teve um coração bom. Deus a abençoe e obrigada por seu exemplo de amor!
quarta-feira, 9 de março de 2016
PARABÉNS MEU PAI ELZO MACARINI, HOJE, VOCÊ COMPLETARIA 90 ANOS!
Um dia de alegria, sempre, ele adorava festas, aniversários, reuniões, uma boa farra em família; então, hoje, é um dia de muita alegria!Sem choros, apenas uma saudade danada, lembranças boas, como do ano anterior:
- Bom dia, pai, parabéns!
- Parabéns, por quê? - aquele olhar malicioso, de quem não quer assumir que estava esperando uma festa.
- Hoje é seu aniversário, 89 anos!
- Não quero nada, essa época já passou. Só faz um almoço do que jeito que gosto.
- Polenta e carne cozida?
- Com bastante molho.
- Tá certo! O senhor não quer nada mesmo, não é?
- Não, não quero nada não, filha, dá muito trabalho.
- Hamham!
O dia todo ele passou vigiando a movimentação da casa, nenhum movimento... aqui! kkkkk
Lá pelas 16 horas, ele apontou a cabeça na cozinha, e perguntou:
- Tem lanchinho hoje?
- Tem sim, pai. Fiz um bolo de fubá para o senhor, já que não quer festa, pelo menos um bolinho que o senhor gosta.
Olhou para mim com uma carinha ressabiada, tipo assim: será que ela levou à sério?
Como ele tomava lanche às 18 horas... mesa escondida na sala da frente, toda arrumada e decorada, todo mundo por lá, mas ele não sabe.
Às 18 horas em ponto, ele apareceu na cozinha, todo arrumado (rs):
- Filha vou tomar um leitinho.
- Pai vai lá sala que o Cyrão quer dar os parabéns para o senhor. - nesse momento juro que os olhos dele brilharam. Abriu a porta sorrindo e....
- PARABÉNS!
- Não precisava! Quanto trabalho!
Foi um bom aniversário, ele ficou feliz. E hoje, nós vamos comemorar seus 90 anos, festa em nosso coração, e não adianta dizer que vai dar trabalho, amar não cansa.
Esse é o nosso senhor Elzo, divertido, ranziza, amado e saudoso!
Amamos você, meu pai!
terça-feira, 8 de março de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
OUVINDO MÚSICA E DANÇANDO COM OS NETOS
Gente, tem coisas, situações, momentos na vida que não temos como descrever, porque o coração fala e o vocabulário falha.Assistindo Mamma Mia com meu netos, um musical com as músicas do ABBA, lindo!
Dancei, cantei, brinquei com quatro netos: Ana Cecília (8 anos), Gabriel (6anos), Pedro (3 anos) e João Victor (1a2m).
O coração canta e brinca com nossas emoções, aqueles pequenos me olhando com expressão de felicidade e encantamento.
E por fim escutei maravilhada um coro de vozes incrivelmente alegres:
- Vovó, você é demais! Vamos de novo?
Só isso! Não preciso de mais!
https://www.youtube.com/watch?v=DGUmXBgPvrg&list=RDDGUmXBgPvrg
quinta-feira, 3 de março de 2016
FAMÍLIA É BOM DEMAIS, E A MACARINI ENTÃO... É ADORÁVEL!
Assim são as lembranças que tenho de minha infância, muita brincadeira, uma família grande, bastante unida, avós que nos dão orgulho de levar o sobrenome.
Eu sou um membro da família Macarini, e adoro isso, lembro de meu avô André e suas histórias, suas piadas, seu carinho, seu bom humor constante.
Lembro de minha avó Amália, doce, quieta, amorosa, um olhar sereno e sempre disposta a olhar os netos; mas, não era um olhar qualquer, era um olhar de amor e de satisfação, e se demorávamos a aparecer, um olhar genuíno de saudades.
Minhas tias e meus tios, cada um deixou sua marca em minha vida, e acredito que todos de nossa família podem dizer o mesmo.
Meus primos, quanta farra boa, carnaval, aniversários, encontros, etc., e que ainda nos traz alegria nos encontros atuais, mesmo nas ocasiões tristes, afinal nossos velhinhos estão partindo e deixando saudades. Primos, precisamos daquele encontro festivo, com urgência!
Hoje, tenho 61 anos, e até o momento essas memórias me definem, então procuro ser ponto de alegria, apoio e felicidade para minha família. Às vezes consigo, outras ouço que não estou agindo direito, mas também lembro que na época de criança, também ouvia o mesmo entre os adultos, e isso não nos deprimiu o ânimo, não é?
Vou chegando a algumas conclusões pessoais, que o melhor é muito relativo, mas definido pela minha capacidade de entender o momento, então... faço o meu melhor.
Um dia ao relembrarem a nossa época, essa mesma que vivemos hoje, quem sabe qual será a marca que deixaremos? Espero que seja boa, criativa e definida pelo amor, e acredito que isso seja ser uma Macarini, os exemplos que tivemos de uma família incrível.
Então estou agradecendo à: tia Nega, Tio Walter, Tia Lourdes, tio Geraldo, tia Olga, tio Neno, Tia Cida, tio Teixeira, Tia Zelinda, tio Orlando, tia Ida, tio Edebar, um lugar especial cabe à Dona Dayse e senhor Elzo, meus pais.
E lá no alto, do céu amoroso, agradeço ao vovô André e vovó Amália, um sonho em nossas vidas.
quarta-feira, 2 de março de 2016
UM DIA DE CADA VEZ
Nem sempre estamos contentes com nossa própria imagem, algumas vezes, nos olhamos no espelho e o que vemos nos incomoda.
O cabelo está rebelde, não pára no lugar, parece ter personalidade própria e com certeza não tem nada com a minha maneira de ser.
Outras tantas, esse mesmo espelho mostra algumas imperfeições físicas, como gordurinhas adquiridas através dos tempo de insensatez, e ai vem a pergunta que nos maltrata e deprime o ânimo: "Por que deixei chegar nesse ponto?"
Voltamos ao espelho com uma roupa mais larga, e não nos satisfazemos com a imagem ali refletida, a angústia da insatisfação toma conta de nossa mente, o peito dói, as lágrimas insistem em brotar de nossos olhos cansados, não sabemos nem mesmo por onde começar a modificar este estado doloroso.
Estamos infelizes, e com certeza, esse não será um bom dia para nada.
Seria melhor ter continuado na cama, com os olhos fechados, sem ver a vida, sem nem mesmo tentar entender o que está atrás desta insatisfação pessoal.
Se racionalizarmos nossas emoções, o momento de dor, de descontrole, descobriremos, admirados com a simplicidade das respostas, que essa insatisfação com a aparência refletida no espelho, apenas esconde uma dor mais profunda, com raízes poderosas, mas não imortais.
O questionamento saudável, lúcido e claro, pode nos ajudar e fazer as perguntas corretas a nós mesmo, como:
O que realmente anda me incomodando?
Por que insisto neste terrível quadro de punição pessoal?
Estou apenas transferindo dores mais profundas para algo que posso tocar?
Como o meu cabelo, o meu corpo, a minha pele?
O está escondido atrás desses momentos caóticos, que me obrigo a nomear e dar endereços para o meu descontrole?
Sabemos que refletimos no espelho o que vai em nossa alma, e esse reflexo sempre terá distorções profundas, que roubarão a qualquer alma a lucidez necessária para encontrar respostas.
A insatisfação encontrada no reflexo distorcido é apenas um placebo para a grave condição do espírito, que procura desvios de sua verdadeira origem, de seu verdadeiro caminho por aqui, nesta oportunidade de autoconhecimento, autoanálise para caminhar dentro de um processo seguro de aprendizado e transformação, sempre em busca da verdadeira liberdade, aquela que vem do interior de nossas mentes e nos propicia uma visão mais saudável de nosso próprio eu.
Na minha opinião nossa verdadeira imagem é aquela que construímos dia a dia, um pouquinho de cada vez, com otimismo e fé em nossa capacidade de realizar nossos próprios milagres, a distorção existe, mas aos poucos e com segurança tudo se torna relativo às minhas descobertas de como fazer melhor o meu dia.
Um bom dia de amor e paz para todos.
terça-feira, 1 de março de 2016
CONSIDERAÇÕES INICIAIS DE GLAUCIA S. ALVES SOBRE O LIVRO "BERÇO DE LUZ"
O livro da vez é: "Berço de Luz" da querida Eliane Macarini!
Sinopse:
Rachel vive vários conflitos agravados pelo descontrole do pai, César, um homem que se embriaga com frequência e a maltrata. Inês, a mãe, é totalmente submissa ao marido autoritário. Rachel, menina de treze anos, é a filha caçula, e se entende muito bem com seu irmão Rogério, de vinte e três anos. O jovem, que é médium, é centrado em suas colocações e estuda com afinco a Doutrina Espírita.
Carol, amiga de Rachel, vive com a mãe, Angela, e com o irmão, Caio. O pai, Fábio, desencarnou há oito anos, e agora trabalha com a equipe de Vinícius (Pedro de Camargo) no amparo às duas famílias.
Contudo, um fato vem modificar a vida de todos. Rachel engravida de Airton, um garoto que sofre por problemas no coração. Em pânico, ela não sabe como agir. Não quer contar ao namorado, por conta de sua doença, nem aos pais, por temê-los.
Diante de tanto medo, o clima vai piorando na casa de Rachel. Um dia, César, sem saber que vive obsediado, estava alcoolizado e agride Rachel, tentando acertá-la na barriga para provocar um aborto. Mas algo inesperado acontece com ele... E uma nova vida, uma nova oportunidade de aprendizado, começa a se mostrar para Rachel, Inês e Rogério.
BERÇO DE LUZ, do espírito Vinícius (Pedro de Camargo), pela psicografia de Eliane Macarini, vem nos mostrar que a vida é um constante renascer, um processo contínuo de melhoria e evolução. Muitas vezes pelo sofrimento. Mas a dor é uma amiga passageira, aceitemos as dificuldades e logo um novo dia irá brilhar, mais bonito, mais radiante e mais feliz!
Assim que terminar volto com minhas conclusões. Aguardem...
Sinopse:
Rachel vive vários conflitos agravados pelo descontrole do pai, César, um homem que se embriaga com frequência e a maltrata. Inês, a mãe, é totalmente submissa ao marido autoritário. Rachel, menina de treze anos, é a filha caçula, e se entende muito bem com seu irmão Rogério, de vinte e três anos. O jovem, que é médium, é centrado em suas colocações e estuda com afinco a Doutrina Espírita.
Carol, amiga de Rachel, vive com a mãe, Angela, e com o irmão, Caio. O pai, Fábio, desencarnou há oito anos, e agora trabalha com a equipe de Vinícius (Pedro de Camargo) no amparo às duas famílias.
Contudo, um fato vem modificar a vida de todos. Rachel engravida de Airton, um garoto que sofre por problemas no coração. Em pânico, ela não sabe como agir. Não quer contar ao namorado, por conta de sua doença, nem aos pais, por temê-los.
Diante de tanto medo, o clima vai piorando na casa de Rachel. Um dia, César, sem saber que vive obsediado, estava alcoolizado e agride Rachel, tentando acertá-la na barriga para provocar um aborto. Mas algo inesperado acontece com ele... E uma nova vida, uma nova oportunidade de aprendizado, começa a se mostrar para Rachel, Inês e Rogério.
BERÇO DE LUZ, do espírito Vinícius (Pedro de Camargo), pela psicografia de Eliane Macarini, vem nos mostrar que a vida é um constante renascer, um processo contínuo de melhoria e evolução. Muitas vezes pelo sofrimento. Mas a dor é uma amiga passageira, aceitemos as dificuldades e logo um novo dia irá brilhar, mais bonito, mais radiante e mais feliz!
Assim que terminar volto com minhas conclusões. Aguardem...
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
UM DIA DE GATO
Esse é o meu dia preferido, um dia de gato, porque de cão... haja paciência para ele.Levantei de minha cama, hoje, 29 de fevereiro de 2016, sabendo que seria um dia muito especial, um dia que só se repetirá daqui quatro anos, ou seja em 2020, e minha mente como tem vida própria começou a funcionar de maneira bastante pitoresca.
Quem nasce no dia 29 de fevereiro, e tem minha idade, 61 anos, só comemorou até a presente data, 15 anos e alguns meses de idade.
Ai lembrei de uma fala de minha mãe, a dona Dayse, quando alguém dizia:
- Ah! Se eu tivesse a cabeça de hoje aos vinte anos.
Dona Dayse mais do que depressa respondia:
- Seria um chato, cabeça de sessenta na adolescência, sai prá lá.
E ai afora foram as situações inusitadas:
- E quem casou no dia 29 de fevereiro, quando será as bodas de prata?
Pasmem só daqui há cem anos, será que o casamento sobrevive?
- E quem foi registrado na carteira de trabalho no dia 29 de fevereiro?
Só aposenta depois de ... é melhor esquecer essa data, já estaremos do outro lado.
- A pior ideia que tive: e se as eleições presidenciais fossem no dia 29 de fevereiro, o presidente eleito ficaria no poder 16 anos?
Essa não, por favor.
Esse está sendo um dia de gato bem humorado, pensamentos... caóticos, mas felizes, confusos, mas engraçados.
Um dia de gato, estou gostando.
Borderline: a vida à beira de um vulcão
Borderline: a vida à beira de um vulcão
A doença psíquica não é diferente das outras doenças. Ela é, apenas mais cruel, porque é invisível. Não há sinais físicos correlatos para quem sofre um transtorno de personalidade; não há febre; não há manchas espontâneas na pele; não há inchaços; nada que se possa ver num exame de raio x, ou mesmo numa sofisticada ressonância magnética. A doença psíquica é íntima apenas de quem convive com ela. E, mesmo assim, pode ser uma íntima desconhecida; dada sua natureza volátil e instável. Os transtornos de personalidade não têm nenhuma lógica que os possa explicar. E, aqueles que sofrem com essas doenças, ainda têm que lidar com um inimigo ainda mais implacável e cruel: o preconceito!
O Transtorno de Personalidade Borderline é caracterizado por um comportamento padrão regido por instabilidade nas relações interpessoais; autoimagem distorcida; dependência afetiva e excessiva impulsividade. Essa combinação explosiva mantém a pessoa numa condição mental perturbada, posto que ela pode ser acometida pelos sintomas de forma inesperada e violenta, transformando sua vida numa experiência caótica, intensa e dolorosa.
É na fase inicial da vida adulta que se observa maior ocorrência no surgimento do TPB. A denominação Transtorno de Personalidade Borderline foi usado pela primeira vez em 1884 e a partir disso, seu diagnóstico e tratamento passaram por várias modificações no decorrer dos anos. No início, enquadravam-se no termo pacientes cujo quadro oscilava entre a sanidade e a loucura, entre a neurose e a psicose; em função disso usou-se o termo “borderline”. O diagnóstico aparecia relacionado a sintomas neuróticos graves. A precisão no diagnóstico começou a se desenhar na década de 1980; antes disso, a maioria dos médicos tinha a crença de que a personalidade era algo definitivo, imutável; e, portanto não poderia ser objeto de observação e estudo para determinar qualquer tipo de doença.
São várias as causas envolvidas na instalação de um quadro de Transtorno de Personalidade Borderline: predisposição genética; experiências tráumáticas na infância ou adolescência; abuso; negligência; e, até fatores ambientais e sociais (guerras; acidentes causados por fenômenos naturais). É prevalente a ocorrência de TPB quando há parentes de 1º grau com esse transtorno. Famílias instáveis, formada por pais agressivos ou envolvidos em relações muito conflituosas e violentas são outro fator de desencadeamento de TPB. Crianças submetidas a uma educação excessivamente autoritária, com exigência completa de submissão e obediência, também podem desenvolver o transtorno, pois têm seu desenvolvimento cognitivo e emocional deformado por dúvidas profundas acerca de suas capacidades e excessivo sentimento de culpa e vergonha por seus fracassos, por mais naturais e típicos que sejam. No entanto, embora seja bem menos frequente, observa-se a ocorrência deste transtorno em indivíduos que não se enquadram em nenhum dos critérios previstos.
O caos que envolve a vida do portador de Transtorno de Personalidade Borderline, atinge de forma inexorável aqueles que convivem com ele, sobretudo seus familiares. Muitas vezes, a família e os amigos desistem do portador de TPB, em função da dificuldade em lidar com suas intempestivas oscilações de comportamento. Entretanto, é importante salientar que os sintomas e próprio transtorno são tratáveis por meio de psicoterapia, acompanhamento médico-psiquiátrico e, quando necessário, uso de medicamentos sob prescrição, avaliação e orientação médica, para tratar condições periféricas tais como depressão, insônia, ansiedade, compulsão ou irritabilidade, por exemplo.Aqueles que são vítimas de Transtorno de Personalidade Borderline vivem num sofrimento profundo. Empenham esforços desumanos na tentativa de evitar situações de abandono, quer elas sejam reais ou imaginárias. Repetem padrões de relacionamentos pautados pela alternância de extremos: ou idealizam demais o objeto de seu afeto, ou o desvalorizam a ponto de humilhar e romper vínculos definitivamente. Lutam com uma dualidade acerca da percepção que têm de si mesmos: ou se acham “o máximo”, ou se sentem “um lixo”. Submergem em comportamentos impulsivos ou obsessivos que podem variar de gastos excessivos; a sexo irresponsável; abuso de substâncias químicas; compulsão alimentar ou desejo de viver em risco permanente. São acometidos de forma constante por sentimento de menos valia, sentem-se vazios e entediados. Irritam-se facilmente, sendo protagonistas de explosões desproporcionais de raiva que duram algumas horas, mas depois deixam o indivíduo destruído diante de situações muitas vezes irremediáveis e que ele não tem como consertar. Não raras vezes, o portador de TPB mutila-se fisicamente e chega a tentar contra a própria vida.
O caos que envolve a vida do portador de Transtorno de Personalidade Borderline, atinge de forma inexorável aqueles que convivem com ele, sobretudo seus familiares. Muitas vezes, a família e os amigos desistem do portador de TPB, em função da dificuldade em lidar com suas intempestivas oscilações de comportamento. Entretanto, é importante salientar que os sintomas e próprio transtorno são tratáveis por meio de psicoterapia, acompanhamento médico-psiquiátrico e, quando necessário, uso de medicamentos sob prescrição, avaliação e orientação médica, para tratar condições periféricas tais como depressão, insônia, ansiedade, compulsão ou irritabilidade, por exemplo.Aqueles que são vítimas de Transtorno de Personalidade Borderline vivem num sofrimento profundo. Empenham esforços desumanos na tentativa de evitar situações de abandono, quer elas sejam reais ou imaginárias. Repetem padrões de relacionamentos pautados pela alternância de extremos: ou idealizam demais o objeto de seu afeto, ou o desvalorizam a ponto de humilhar e romper vínculos definitivamente. Lutam com uma dualidade acerca da percepção que têm de si mesmos: ou se acham “o máximo”, ou se sentem “um lixo”. Submergem em comportamentos impulsivos ou obsessivos que podem variar de gastos excessivos; a sexo irresponsável; abuso de substâncias químicas; compulsão alimentar ou desejo de viver em risco permanente. São acometidos de forma constante por sentimento de menos valia, sentem-se vazios e entediados. Irritam-se facilmente, sendo protagonistas de explosões desproporcionais de raiva que duram algumas horas, mas depois deixam o indivíduo destruído diante de situações muitas vezes irremediáveis e que ele não tem como consertar. Não raras vezes, o portador de TPB mutila-se fisicamente e chega a tentar contra a própria vida.
O prognóstico é de esperança e possibilidade de uma vida plena, organizada e com qualidade, desde que o paciente receba e persista no conjunto indicado de tratamentos e conte com um anteparo emocional, formado por uma rede afetiva de pessoas que se disponham a enfrentar cojuntamente os inúmeros desafios que os transtornos de personalidades infringem.
O fato é que aquele que vive às voltas com esse alucinante estado emocional em carne viva, sofre. Além das inúmeras contingências cruéis da doença, sofre com as catástróficas experiências amorosas nas quais se envolve; sofre com a falta de capacidade (ainda que temporária) de se comprometer com as mais simples tarefas do dia-a-dia; sofre por perder empregos, por não conseguir terminar o que começa, por não ser possível manter a concentração; sofre porque ser diferente é uma afronta que o outro não tolera porque se acha imune de qualquer tragédia dessas; sofre quando o outro à sua frente trata sua condição mental (grave) como algo imaginário ou um comportamento “para chamar a atenção”.
Assim, caso nos caiba a oportunidade de conviver com um de nós que esteja sendo tragado pelas agruras de uma doença psíquica, procuremos enxergar além da nossa tosca mania de rotular o outro com definições reducionistas. Façamos um pequeno esforço para compreender que nunca seremos capazes de mensurar de fato o quanto é dolorosa a luta de alguém cujo opositor não tem cara, nem coração. Tratemos de nos curar dessa doença epidêmica que é o preconceito. Assim, quem sabe, em vez de torcer o nariz e virar as costas, não sejamos capazes de acolher entre os braços e oferecer um tiquinho da nossa valiosa atenção!
Ler mais: http://www.contioutra.com/borderline-a-vida-a-beira-de-um-vulcao/#ixzz41ZSAm52I
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
E AI, IRMÃO, O QUE FAÇO?
Leonardo caminhava lentamente pelo meio fio, olhava o chão, contava os passos e pensava.
Era um pensamento tumultuado, amargurado, magoado, caótico e raivoso.
Chegou à empresa que trabalhava há mais de vinte anos, ali naquele local, de seu trabalho, era sua segunda casa.
Conhecia cada canto, cada funcionário, procurava realizar suas atividades à contento, até mesmo com certo carinho; mas, naquela manhã, seu chefe, a quem considerava um amigo, o chamará para conversar:
- Senhor Leonardo, nem mesmo sei como dizer isso, mas preciso dizer, é o seguinte passamos por um momento difícil, e a empresa precisa que eu faço algumas escolhas, também muito difíceis. - o homem abaixou a cabeça envergonhado, engoliu em seco, e desferiu muito atrapalhado ; - O senhor está demitido.
- Como? Demitido assim, sem mais nem menos, para ir embora, para a rua, na minha idade?
- Desculpe senhor Leonaldo, mas preciso fazer algumas escolhas. Preciso de sangue novo na empresa, pessoas com diploma, empreendedoras, jovens.
- E que ganhe metade do eu ganho, mas eu não faço só o que está anotado na minha carteira, faço muito mais do que isso. Quantos funcionários o senhor vai contratar para colocar em meu lugar?
- Não me deixe mais constrangido do que estou, o senhor está demitido, e é só isso. Não temos o que discutir. Por favor, eu tenho mais coisas para fazer.
- Mas... eu preciso cumprir aviso prévio?
- Acho melhor não, pesquisas já provaram que funcionário demitido, cumprindo aviso prévio, só dá prejuízo.
- O senhor me perdoe, mas me conhece há mais de vinte anos, e acredita mesmo que eu faria algo para prejudicar a empresa e os funcionários, ou mesmo o senhor. Tem razão eu preciso ir embora, porque eu descobri que aqui não tem lugar para mim.
Leonardo saiu, alguns colegas o esperavam ansiosos, sabiam que quando o chefe chamava logo cedo, provavelmente, era algo ruim.
- E ai, Leo, o que aconteceu?
- Fui despedido.
Abraços de comiseração e tristeza confortaram o senhor.
Leonardo resolveu que precisava ir embora, estava vexado, triste e revoltado. Abriu a porta de seu armário, retirou alguns objetos de uso pessoal, e entregou a chave para a secretária da diretoria.
Saiu do prédio e caminhava devagar, quando ouviu seu nome ser gritado:
- Senhor Leonardo, senhor Leonardo.
Virou e espantado reconheceu a esposa do dono da empresa.
- O que foi dona Marlene? Esqueci de retirar alguma coisa de meus pertences.
A mulher respirou, recobrando o folego perdido durante a corrida para alcançar o funcionário.
- Esqueceu sim, precisa voltar para o trabalho.
- Voltar para o trabalho? Eu fui demitido pelo seu esposo.
- E eu cancelei sua demissão.
- Mas...
- Sem mas senhor Leonardo, eu não me esqueci de sua atenção, seu carinho, seu apoio, sua honestidade e, principalmente, a sua capacidade de realizar um bom trabalho. Lembra quando meu filho quase morreu e o senhor correu comigo para uma porção de lugares em busca de uma solução? Pois bem, eu não esqueci. Dê-me sua mão, vamos voltar ao trabalho.
- Desculpe, dona Marlene, mas essas coisas que citou são obrigações morais que cumpro com muito carinho, e sabe de uma coisa, acho que não quero voltar não. O dinheiro que receberei do acerto pretendo comprar um peruazinha simples, dessas que são uma pequena cozinha. A noite vendemos cachorro quente na garagem de minha casa, agora vou montar um Food Truck, meu sonho e de minha esposa.
- O senhor tem certeza? Afinal está conosco há mais de vinte anos, tem um bom emprego e seguro.
- Seguro, dona Marlene? Acho que não, me desculpe, mas seu esposo não me quer mais por lá, e mais dia, menos dia vai achar um motivo suficiente para eu ir embora sem retorno.
- O senhor tem razão. Quando montar seu food truck quero que me avise, eu, meus filhos e netos iremos comer cachorro quente com o senhor.
Dona Marlene voltou ao escritório, estava até feliz, percebeu que o mal feito acabou gerando bons resultados.
Uma semana se passou e era o dia do acerto do senhor Leonardo.
Ele se dirigiu ao RH, que acertou suas contas, triste percebeu que o dinheiro não daria para realizar seu projeto, a maior parte de seu salário era pago como bonificação e sem nenhum recibo. Saiu da empresa, cabisbaixo e preocupado. Pensou aborrecido:
- E AI, IRMÃO, O QUE FAÇO?
Pegou o ônibus e voltou para casa, desceu no ponto pertinho de onde morava, ainda pensando:
- Minha mulher vai ficar triste, estávamos com tantos planos, e agora?
Dobrou a esquina, de cabeça baixa, tirou a chave do bolso, quando levantou os olhos, parou admirado, em frente a casa estava o mais lindo veículo de alimentação que poderia desejar, e o melhor de tudo, estava todo decorado, e nas laterais estava escrito: HOT DOG DO LÉO.
Sua esposa e dona Marlene o abraçaram com alegria.
- Senhor Leonardo, aí está o restante do seu acerto.
Era um pensamento tumultuado, amargurado, magoado, caótico e raivoso.
Chegou à empresa que trabalhava há mais de vinte anos, ali naquele local, de seu trabalho, era sua segunda casa.
Conhecia cada canto, cada funcionário, procurava realizar suas atividades à contento, até mesmo com certo carinho; mas, naquela manhã, seu chefe, a quem considerava um amigo, o chamará para conversar:
- Senhor Leonardo, nem mesmo sei como dizer isso, mas preciso dizer, é o seguinte passamos por um momento difícil, e a empresa precisa que eu faço algumas escolhas, também muito difíceis. - o homem abaixou a cabeça envergonhado, engoliu em seco, e desferiu muito atrapalhado ; - O senhor está demitido.
- Como? Demitido assim, sem mais nem menos, para ir embora, para a rua, na minha idade?
- Desculpe senhor Leonaldo, mas preciso fazer algumas escolhas. Preciso de sangue novo na empresa, pessoas com diploma, empreendedoras, jovens.
- E que ganhe metade do eu ganho, mas eu não faço só o que está anotado na minha carteira, faço muito mais do que isso. Quantos funcionários o senhor vai contratar para colocar em meu lugar?
- Não me deixe mais constrangido do que estou, o senhor está demitido, e é só isso. Não temos o que discutir. Por favor, eu tenho mais coisas para fazer.
- Mas... eu preciso cumprir aviso prévio?
- Acho melhor não, pesquisas já provaram que funcionário demitido, cumprindo aviso prévio, só dá prejuízo.
- O senhor me perdoe, mas me conhece há mais de vinte anos, e acredita mesmo que eu faria algo para prejudicar a empresa e os funcionários, ou mesmo o senhor. Tem razão eu preciso ir embora, porque eu descobri que aqui não tem lugar para mim.
Leonardo saiu, alguns colegas o esperavam ansiosos, sabiam que quando o chefe chamava logo cedo, provavelmente, era algo ruim.
- E ai, Leo, o que aconteceu?
- Fui despedido.
Abraços de comiseração e tristeza confortaram o senhor.
Leonardo resolveu que precisava ir embora, estava vexado, triste e revoltado. Abriu a porta de seu armário, retirou alguns objetos de uso pessoal, e entregou a chave para a secretária da diretoria.
Saiu do prédio e caminhava devagar, quando ouviu seu nome ser gritado:
- Senhor Leonardo, senhor Leonardo.
Virou e espantado reconheceu a esposa do dono da empresa.
- O que foi dona Marlene? Esqueci de retirar alguma coisa de meus pertences.
A mulher respirou, recobrando o folego perdido durante a corrida para alcançar o funcionário.
- Esqueceu sim, precisa voltar para o trabalho.
- Voltar para o trabalho? Eu fui demitido pelo seu esposo.
- E eu cancelei sua demissão.
- Mas...
- Sem mas senhor Leonardo, eu não me esqueci de sua atenção, seu carinho, seu apoio, sua honestidade e, principalmente, a sua capacidade de realizar um bom trabalho. Lembra quando meu filho quase morreu e o senhor correu comigo para uma porção de lugares em busca de uma solução? Pois bem, eu não esqueci. Dê-me sua mão, vamos voltar ao trabalho.
- Desculpe, dona Marlene, mas essas coisas que citou são obrigações morais que cumpro com muito carinho, e sabe de uma coisa, acho que não quero voltar não. O dinheiro que receberei do acerto pretendo comprar um peruazinha simples, dessas que são uma pequena cozinha. A noite vendemos cachorro quente na garagem de minha casa, agora vou montar um Food Truck, meu sonho e de minha esposa.
- O senhor tem certeza? Afinal está conosco há mais de vinte anos, tem um bom emprego e seguro.
- Seguro, dona Marlene? Acho que não, me desculpe, mas seu esposo não me quer mais por lá, e mais dia, menos dia vai achar um motivo suficiente para eu ir embora sem retorno.
- O senhor tem razão. Quando montar seu food truck quero que me avise, eu, meus filhos e netos iremos comer cachorro quente com o senhor.
Dona Marlene voltou ao escritório, estava até feliz, percebeu que o mal feito acabou gerando bons resultados.
Uma semana se passou e era o dia do acerto do senhor Leonardo.
Ele se dirigiu ao RH, que acertou suas contas, triste percebeu que o dinheiro não daria para realizar seu projeto, a maior parte de seu salário era pago como bonificação e sem nenhum recibo. Saiu da empresa, cabisbaixo e preocupado. Pensou aborrecido:
- E AI, IRMÃO, O QUE FAÇO?
Pegou o ônibus e voltou para casa, desceu no ponto pertinho de onde morava, ainda pensando:
- Minha mulher vai ficar triste, estávamos com tantos planos, e agora?
Dobrou a esquina, de cabeça baixa, tirou a chave do bolso, quando levantou os olhos, parou admirado, em frente a casa estava o mais lindo veículo de alimentação que poderia desejar, e o melhor de tudo, estava todo decorado, e nas laterais estava escrito: HOT DOG DO LÉO.
Sua esposa e dona Marlene o abraçaram com alegria.
- Senhor Leonardo, aí está o restante do seu acerto.
A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença,
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.
(Augusto dos Anjos)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
RELÓGIO
Viver é sempre uma aventura, uma aventura com arte ou sem arte, depende de nossa visão do momento.
Um passarinho cantando na janela do quarto no início da manhã, pode nos trazer um sorriso nos lábios ou uma expressão de desconforto; mas o passarinho continua lá, cantando para a vida, olhar com olhos de ver, ou fechar a mente às belezas da vida é sempre uma escolha.
O dia nos oferece vinte e quatro horas de possibilidades, que terão a cara de nosso humor, de nossa vontade, de nosso amor; seremos seres felizes, ou pelo menos, à caminho da tão aclamada liberdade, ou faremos de cada minuto um estressante movimento de inanição, faça sua escolha para o dia de hoje.
Eu fiz a minha e o bem-te-vi na beira da piscina, na janela do quarto, cantou, cantou, cantou... e se foi, cuidar do ninho, da família, de seu trabalho, de sua vida.
Eu escutei... apenas escutei, em silêncio abri a porta da sala e fiquei por ali no frescor do novo dia.
Eu escutei... apenas escutei, em silêncio abri a porta da sala e fiquei por ali no frescor do novo dia.
Faça a sua escolha, sem esquecer que o dia, até o anoitecer, poderá ter as cores das pinceladas do amanhecer.
BOM DIA, MUNDO!
Relógio
O mais feroz dos animais domésticos
é o relógio de parede:
conheço um que já devorou
três gerações da minha família.
é o relógio de parede:
conheço um que já devorou
três gerações da minha família.
(Mario Quintana)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
APENAS REFLEXÕES DE UMA CIDADÃ BRASILEIRA
Acordei às 4:00 horas da
manhã, um novo dia, novas possibilidades de fazer escolhas mais inteligentes, e
sei que a qualidade de vida que viverei tem tudo com esse brilhante exercício
da inteligência.
Como não conseguia mais
dormir, estou aqui no escritório de minha casa, com o computador ligado,
resolvi ver as últimas notícias, tomar conhecimento do que anda acontecendo por
aqui, neste bendito planeta em que vivemos.
Caos... caos... caos...
Triste, muito triste,
principalmente, quando refletimos e chegamos à conclusão que tudo que anda
acontecendo de ruim é consequência de algumas escolhas que fizemos, ou deixamos
de fazer; porque omissão também é uma escolha que traz consequências.
A vida está assentada na
belíssima lei de ação e reação, a terceira lei de Newton: Para toda interação, na forma de força, que um corpo A aplica
sobre um corpo B, dele A irá receber uma força de mesma direção, intensidade e
sentido oposto.
Toda
ação praticada produz uma reação, se fizer boas escolhas terei boas consequências,
se minhas escolhas forem desequilibradas e desorganizadas, então... não
reclame! Refaça novas escolhas, recomece, busque novas respostas.
Por
que estou falando sobre isso, o que me levou a raciocinar neste sentido?
Notícias
de uma reação que acabou afetando a todos nós, brasileiros.
Do
que estou falando? Política?
Também,
ela faz parte de todo este processo, essa movimentação caótica, que deveria
estar nos empurrando para o admirável processo da educação de nosso povo,
mas... infelizmente, esse processo não está se concretizando.
Por quê? Porque o governo
não ajuda, não faz a parte dele, a corrupção nos rouba possibilidades de
realizações... etc. etc. etc.
Também, tudo isso ajuda, mas
o mais importante em todo esse contexto, para mim, para minha compreensão, está
muito bem explicado numa fala famosa do filósofo francês Joseph-Marie Maistre (1753-1821): “cada povo tem o governo que merece”,
datada de 1811. Na visão do filósofo enquanto não se concretizar o processo
educacional do povo, ele não poderia ter direito ao voto, pois a ignorância os
cegaria, e os transformaria em famigerada “massa de manobra” de políticos
indignos, ávidos pelo poder e sem filosofia social e patriótica alguma.
Hoje,
agora, no nosso amado Brasil, o que vemos acontecer nesse ambiente hostil e
indigno que acabou por tomar conta da administração pública, tem relação direta
com a falta de encaminhamento educacional do povo.
Nasci
no ano de 1955, entrei para a escola aos sete anos, estudava no SESI na cidade
de Franca, lembro até hoje dos professores, capacitados e amorosos.
Mudei
para a cidade de São Paulo aos nove anos, fui estudar no Colégio Oswaldo Cruz,
particular, fiquei por lá dois anos. Resolvemos, eu e uma irmã, mudar para uma
escola pública, fizemos Vestibulinho e fomos para o Alarico Silveira,
precisamos de aulas particulares no primeiro semestre para acompanhar os
estudos na escola pública.
Isso
é piada? Não mesmo, verdade verdadeira.
Tivemos
um professor que marcou época, irreverente e ao mesmo tempo responsável no
trabalho que abraçou, ministrar aulas de OSPB (Organização Social e Politica do
Brasil) e EMC (Educação Moral e Cívica), objetivando a conscientização e a
formação de cidadãos aptos exercer seus direitos e seus deveres. No final deste
texto vou colar texto redigido por Nelson Ferreira sobre o assunto.
Hoje,
se você perguntar a um jovem qual o objetivo de matérias como essas (OSPB e
EMC), nem mesmo tem uma vaga ideia do que estaremos falando; muito menos o que
seria a formação acadêmica de um cidadão.
As
escolas não cumprem o seu papel e as famílias acabam acreditando que a formação
moral e consciente de seus rebentos acontecerá na movimentação acadêmica, fato
que também não está se realizando.
Em
2011 foi decidido pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) pela não
reprovação de alunos nos três primeiros anos do fundamental, o que isso acarreta
para o aluno e para a escola?.
Concordo
que cada caso é um caso, alguns destes alunos ainda não competentes para
evoluir de uma série a outra, é passível de recuperação, por um motivo ou
outro; mas, nesse processo de recuperação ele precisa ser acompanhado de perto
por profissionais competentes e preparados para esse trabalho. Nós temos esse
quadro de educadores disponíveis nas escolas públicas?
Não,
não temos... são salas que abrigam, não raras vezes, mais de quarenta alunos,
para uma profissional, logisticamente avaliando, impossível de ser concretizado
esse processo de recuperação.
Para
a classe mais abastada que pode pagar escolas particulares e profissionais que
acompanhem extracurricular esses alunos, vá lá!
Vá
lá, para onde?
Não
sei, não vejo falar aqui na bendita lei de ação e reação, se houver
comprometimento e disciplina, por parte da escola, da família e do aluno, tudo
pode acontecer, com crianças e jovens de minha geração aconteceu e não vejo
ninguém cortando os pulsos porque teve limites, pelo contrário, posso citar
umas dúzias de professores que são exemplos para minha geração. Querem um
exemplo: Violette Amary, mestra em português, em moral, em amabilidade e amor,
duvidam? Ela tem facebook, visitem-na e descubram do que estou falando.
Outro
aspecto que envolve inclusive a família, há limites exagerados entre educadores
e educandos, concordo que precisávamos de algumas regras, mas que limitam a ação
de professores dentro da sala de aula, oferecendo situações limítrofes a ação
de menores em desequilíbrio.
Estou
aqui questionando, só questionando! Sem intenção de causar polêmica, mas
precisamos de algumas conclusões e rápido. Fico pensando seriamente no assunto,
pois as eleições estão ai, e o processo de educação do povo nem mesmo deu
sinais de ser iniciado.
Conversando
com uma pessoa hoje, ela me disse que irá votar em determinado candidato,
questionei sua decisão, porque o referido sujeito está na mira da justiça por
corrupção, e ela me respondeu:
-
Ah, dona Eliane! Ele é tão bonito!
Bom
continuando...
Histórias
de violência dentro das escolas, hoje, são corriqueiras... chegando a ser encarado
como normalidade.
Ai
eu pergunto isso é normal? Não, na minha visão não é.
Essa
é uma reflexão minha, muito pessoal, baseada em minhas próprias experiências de
vida.
Por
que estou falando tanto em educação?
Porque
educação é à base da evolução para qualquer sociedade, quando esse processo é
comprometido por um motivo ou outro, a sociedade não evolui, não sabe de seus
deveres e nem mesmo de seus direitos.
O
voto fica comprometido dentro de um contexto mesquinho e pequeno, nossos
representantes legais acabam por ser semelhantes a isso; e a formação de uma
sociedade saudável não acontece.
O
voto é trocado por bem menor, por promessas vãs, pela simpatia, pela crença
religiosa, pela boa e falsa oratória e pelo triste assistencialismo (hoje
temos bolsas a granel). Esse processo politico acaba por eleger os candidatos
que falam o que encanta e tira do povo o que é necessário.
Nesse
triste processo a pobreza aumenta, o povo limitado nas ações mais simples,
como: educação, saúde, segurança, etc., etc. e tal, vive em estado miserável e
as condições estropiadas e doentes acabam por minar a esperança e a fé no
futuro.
Enquanto
não soubermos avaliar candidatos da maneira correta, pesquisando, analisando o
passado, as relações interpessoais e o plano de governo fundamentado, estaremos
alimentando a nossa própria miséria social e cívica, e isso é muito triste e
doloroso.
Enquanto
não tivermos a certeza do valor de nossa voz, que cobra e avalia de maneira
lúcida as ações e decisões de nossos funcionários, pois nós os elegemos para
que cumpram suas promessas, estaremos à mercê dessa corja sem finalidade cívica
e sem filosofias sociais sérias, estaremos elegendo as dilmas e os lulas, hoje
notórias aves de rapina que denigrem a nossa pátria amada.
Levanta
Brasil e que sua voz se faça ouvir nos quatro cantos desse planeta abençoado,
mostremos ao mundo que o povo brasileiro é digno e forte e pode sim, modificar
o rumo de nossa história, pois a terra que nos abriga é fértil e linda, devemos
HONRÁ-LA acima de tudo e todos. Mostremos a nós mesmos que podemos mudar o
colorido desse céu amado.
... Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Colunista avalia importância de duas disciplinas que já foram
obrigatórios no currículo escolar brasileiro
Talvez muitos não se lembrem, mas OSPB (Organização Social e Política
Brasileira) e Educação Moral e Cívica eram matérias obrigatórias no ensino
público e particular, em todos os níveis, na época em que os nossos dirigentes
políticos e os nossos presidentes eram verdadeiramente patriotas, cujo objetivo
era dar ensino e subsídio para a formação de pessoas voltadas para o
crescimento, e assim era redigido pelo Decreto-lei Nº 869 de 12 de setembro de
1969:
Art. 1º É instituída, em caráter obrigatório, como disciplina e, também, como prática educativa, a Educação Moral e Cívica, nas escolas de todos os graus e modalidades, dos sistemas de ensino no País.
Art. 2º A Educação Moral e Cívica, apoiando-se nas tradições nacionais, tem como finalidade:
a) a defesa do princípio democrático, através da preservação do espírito religioso, da dignidade da pessoa humana e do amor à liberdade com responsabilidade, sob a inspiração de Deus;
b) a preservação, o fortalecimento e a projeção dos valores espirituais e éticos da nacionalidade;
c) o fortalecimento da unidade nacional e do sentimento de solidariedade humana;
d) a culto à Pátria, aos seus símbolos, tradições, instituições e aos grandes vultos de sua historia;
e) o aprimoramento do caráter, com apoio na moral, na dedicação à família e à comunidade;
f) a compreensão dos direitos e deveres dos brasileiros e o conhecimento da organização sócio-político-econômica do País;
g) o preparo do cidadão para o exercício das atividades cívicas com fundamento na moral, no patriotismo e na ação construtiva, visando ao bem comum;
.............................................
Parágrafo único. As bases filosóficas de que trata este artigo, deverão motivar:
b) a prática educativa da moral é do civismo nos estabelecimentos de ensino, através de todas as atividades escolares, inclusive quanto ao desenvolvimento de hábitos democráticos, movimentos de juventude, estudos de problemas brasileiros, atos cívicos, promoções extra-classe e orientação dos pais.
..............................................
d) influenciar e convocar a cooperação, para servir aos objetivos da Educação Moral e Cívica, das Instituições e dos órgãos formadores da opinião pública e de difusão cultural, inclusive jornais, revistas editoras, teatros, cinemas, estações de rádio e de televisão; das entidades esportivas e de recreação, das entidades de classes e dos órgãos profissionais; e das empresas gráficas e de publicidade;
Lógico que como aluno e adolescente, naquela época de pouco entendimento e famoso "rebelde sem causa", era terrivelmente contra qualquer matéria que não fosse o Rock, o Surf e as brincadeiras com minha bicicleta e skate, ou as matérias curriculares obrigatórias e ditas "essenciais" como o Português, a Matemática, a História e Geografia, etc. Mas hoje, diante do desfecho político e social que estamos vivendo em eras de corrupção, desvios, pouca cultura à nível educacional e familiar, tenho entendido que carece em nossas instituições de ensino algo que faça com que os alunos repensem e deem valor a sua pátria, e com isso venham a ser por si só, cidadãos pensantes e honestos!
Por que será que os nossos políticos de hoje não se interessam a ensinar nos bancos escolares pelo menos alguns artigos da nossa Constituição Federa (CF)?! Seria porque não interessa a eles que a população passe a cobrar o que dela pertence e tem direito? Imaginem se todos passassem a cobrar o que manda o artigo 5º da CF em seu incisos:
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
Em seu artigo 6º:
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
Ou ainda em seu artigo 7º:
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
Assim por diante. Imaginem se fosse currículo escolar o civismo de amar a pátria para que com isso formássemos pessoas contrárias à inversão de valores e a qualquer forma de corrupção que enfraquece e onera os nossos cofres e desvia os recursos que deveriam ser aplicados em nosso próprio desenvolvimento, com certeza teríamos um país melhor e dificultaríamos a promoção de políticos assistencialistas e aproveitadores da pouca compreensão!
Art. 1º É instituída, em caráter obrigatório, como disciplina e, também, como prática educativa, a Educação Moral e Cívica, nas escolas de todos os graus e modalidades, dos sistemas de ensino no País.
Art. 2º A Educação Moral e Cívica, apoiando-se nas tradições nacionais, tem como finalidade:
a) a defesa do princípio democrático, através da preservação do espírito religioso, da dignidade da pessoa humana e do amor à liberdade com responsabilidade, sob a inspiração de Deus;
b) a preservação, o fortalecimento e a projeção dos valores espirituais e éticos da nacionalidade;
c) o fortalecimento da unidade nacional e do sentimento de solidariedade humana;
d) a culto à Pátria, aos seus símbolos, tradições, instituições e aos grandes vultos de sua historia;
e) o aprimoramento do caráter, com apoio na moral, na dedicação à família e à comunidade;
f) a compreensão dos direitos e deveres dos brasileiros e o conhecimento da organização sócio-político-econômica do País;
g) o preparo do cidadão para o exercício das atividades cívicas com fundamento na moral, no patriotismo e na ação construtiva, visando ao bem comum;
.............................................
Parágrafo único. As bases filosóficas de que trata este artigo, deverão motivar:
b) a prática educativa da moral é do civismo nos estabelecimentos de ensino, através de todas as atividades escolares, inclusive quanto ao desenvolvimento de hábitos democráticos, movimentos de juventude, estudos de problemas brasileiros, atos cívicos, promoções extra-classe e orientação dos pais.
..............................................
d) influenciar e convocar a cooperação, para servir aos objetivos da Educação Moral e Cívica, das Instituições e dos órgãos formadores da opinião pública e de difusão cultural, inclusive jornais, revistas editoras, teatros, cinemas, estações de rádio e de televisão; das entidades esportivas e de recreação, das entidades de classes e dos órgãos profissionais; e das empresas gráficas e de publicidade;
Lógico que como aluno e adolescente, naquela época de pouco entendimento e famoso "rebelde sem causa", era terrivelmente contra qualquer matéria que não fosse o Rock, o Surf e as brincadeiras com minha bicicleta e skate, ou as matérias curriculares obrigatórias e ditas "essenciais" como o Português, a Matemática, a História e Geografia, etc. Mas hoje, diante do desfecho político e social que estamos vivendo em eras de corrupção, desvios, pouca cultura à nível educacional e familiar, tenho entendido que carece em nossas instituições de ensino algo que faça com que os alunos repensem e deem valor a sua pátria, e com isso venham a ser por si só, cidadãos pensantes e honestos!
Por que será que os nossos políticos de hoje não se interessam a ensinar nos bancos escolares pelo menos alguns artigos da nossa Constituição Federa (CF)?! Seria porque não interessa a eles que a população passe a cobrar o que dela pertence e tem direito? Imaginem se todos passassem a cobrar o que manda o artigo 5º da CF em seu incisos:
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
Em seu artigo 6º:
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
Ou ainda em seu artigo 7º:
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
Assim por diante. Imaginem se fosse currículo escolar o civismo de amar a pátria para que com isso formássemos pessoas contrárias à inversão de valores e a qualquer forma de corrupção que enfraquece e onera os nossos cofres e desvia os recursos que deveriam ser aplicados em nosso próprio desenvolvimento, com certeza teríamos um país melhor e dificultaríamos a promoção de políticos assistencialistas e aproveitadores da pouca compreensão!
Por Nelson Ferreira
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
COMENTÁRIOS DE FABIO FERREIRA SOBRE O LIVRO SEMPRE HÁ VIDA - GRUPO: FÃS DE LIVROS ESPÍRITAS E EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA
Cheguei ao fim de mais uma edificante leitura, o livro "Sempre há vida" da querida Eliane Macarini, um livro muito envolvente do tipo que você não quer parar de ler.
Conta a história de Otávio um homem machista, autoritário e muito arrogante, e sua doce esposa Vera, que ele o humilha e a menospreza e muitas das vezes além de agredi-la
verbalmente também a agredia fisicamente principalmente quando chegava em casa alcoolizado, Hugo filho do casal apresentava um comportamento diferente dos outros meninos de sua idade, e seu pai muito preconceituosos não aceitava esse comportamento do filho onde o maltratava dizendo que não nasceu para ser pai de "maricas", e mesmo próximo de seu desencarne em um leito hospitalar, elabora um plano para vingar-se de todos, dentre eles sua própria esposa e filho. Enfim, é um livro de fácil compreensão, e que aborda temas como alcoolismo, preconceito, obsessão, ódio, a raiva, paciência, o perdão e o amor, onde nos mostra que sempre há vida para ser vivida.Conta a história de Otávio um homem machista, autoritário e muito arrogante, e sua doce esposa Vera, que ele o humilha e a menospreza e muitas das vezes além de agredi-la
..........................................................................
O que aprendi:
Que nunca devemos nutrir o ódio e o desejo de vingança, e que sempre devemos confiar nas leis Divinas, pois está tudo dentro dos conformes a qual nós mesmos planejamos antes de reencarnar. A obsessão pela vingança é um sentimento muito ruim, pois mesmo Otávio um dos personagens principal, ter desencarnado ele permanece junto ao plano em que vivia, ou seja, dos encarnados, onde acabava carregando o ambiente e atrapalhando o lar onde vivia, ele não percebia, mais o maior prejudicado por esse sentimento era ele próprio, pois a vida é eterna, e não acaba com a "morte".
..........................................................................
Frases marcantes:
" O sofrimento traz consigo a necessidade de buscar respostas para sanar a dor, e dessa forma, exercitamos a nossa inteligência, refletimos, analisamos e buscamos novas respostas através de um aprendizado lúcido e lógico, e assim acabamos por modificar a nossa própria visão do problema que andamos experimentando".
"Viva o dia de hoje o melhor que você puder, cuidando de suas atitudes e pensamentos. Isso é o mais importante, pois faz de nós seres mais educados emocionalmente e, portanto, mais aptos a fazer escolhas saudáveis".
"Para que tudo dê certo, basta que nos portemos com dignidade e fidelidade, assim, acabamos por equilibrar nossos pensamentos, nossos sentimentos e nosso querer".
"Deus não abandona nenhum de seus filhos, e aqueles que sofrem às incertezas do amanhã, a falta de fé em si mesmos e em Deus e reagem com maldades e desfaçatez são os mais necessitados, são aqueles que necessitam de nosso amor e de nosso perdão, o único caminho para a harmonia e a união de propósitos benéficos".
..........................................................................
Lições que ficam:
Devemos sempre perdoar, respeitar a individualidade de cada um, amar ao próximo, pois somente assim estaremos aumentando nossa evolução para um mundo melhor, e também para nosso bem estar e nosso crescimento espiritual.
Super recomendo e indico essa gratificante e edificante leitura, adorei, parabéns Eliane a ao espírito Maurício por nos proporcionar essa grande obra com grandes entendimentos e ensinamentos.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
SAUDADES SENHOR ELZO MACCARINI, SÓ SAUDADES!
![]() |
| Eliane Macarini, Elzo Maccarini e Ana Macarini |
Hoje faz um mês que meu pai partiu.
Não sei se consigo falar com
naturalidade sobre esse fato, ainda dói bastante, sinto saudades, questiono
algumas coisas, que fiz ou deixei de fazer.
Ando naquela fase de avaliar esse
relacionamento, mas também percebo que essa análise anda meio tosca, alquebrada
pela dor dos últimos dias.
Então... Deixo para lá, para no momento seguinte,
num lampejo rápido ver o rosto de meu pai.
Foram doze dias internados, da última vez,
porque no ano de 2015, estar por dias junto dele no Hospital São Francisco, era
fato corriqueiro. Quando penso nesse fato vejo que posso olhar para o passado
com tranquilidade, estava com ele e ponto.
Voltando aos doze dias, foram
difíceis, muito sofrimento físico, ele teve uma pneumonia aspirativa, e era um
paciente de risco respiratório há mais de três anos, um enfisema pulmonar grave
o debilitava e o mantinha preso a um concentrador de oxigênio.
Meu pai era um bom garfo, adorava comer,
sentava à mesa no café da manhã com aquele olhar de expectativa... O que será
que tem hoje?
Sentava à mesa no almoço e dizia: - Estou
com fome, o que você fez hoje?
Às 4 horas da tarde ele aparecia na
cozinha, olhava de um lado a outro e perguntava: tem lanchinho?
A sopinha do jantar era obrigatória, calor
ou frio, ele a degustava com carinho.
E às 22 horas os remédios eram ingeridos
com um chazinho de erva-doce.
E naqueles doze dias antes de ser sedado,
não podia comer ou beber nada. Quando passava o carrinho da copa pelo corredor
dos quartos, seus olhos se enchiam de lágrimas. E várias vezes nos pedia, a mim e
a minha irmã Ana Macarini, que nós lhe déssemos pelo menos um cafezinho.
Isso dói! Ele estava com fome e sede,
perto de completar 90 anos, ele estava com fome e sede.
Isso anda me perseguindo de forma...
desequilibrada?
Não sei, mas dói.
Eu sou espírita, estudo muito, faço
palestras, acredito em vida após a morte, em múltiplas vivências, acredito de
verdade mesmo; mas, vivenciar esse conhecimento tem cobrado de mim, o exercício
consciente do fato; mas... a emoção de estar presenciando o sofrimento de
alguém que fez parte ativa em nossas vidas, a quem amamos irrestritamente, não
raras vezes, rouba-nos a lucidez da reflexão... e questionamentos menores,
desnecessários, os ranços vividos nestes momentos traumatizantes, voltam a
nossa mente e nos cobra o devido lugar.
O que faço com essa dor latente que insiste
em permanecer ativa?
Viver o luto? O que seria isso?
De que maneira fazemos isso?
Temos escolhas e podemos
refletir sobre tudo?
Refletir sem embustes, sem enganos, sinceramente?
Cada dor tem seu tempo, seu lugar, seu
papel em nossas vidas.
E ser espírita e portar conhecimentos sobre essa bendita
filosofia, não nos permite dar saltos.
Estou sofrendo e ponto.
Preciso colocar
cada sensação, cada sentimento, cada ação em seu devido lugar.
E hoje, agora, só posso dizer com certeza:
- Senhor Elzo estou com muitas saudades!
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