segunda-feira, 23 de novembro de 2015
terça-feira, 17 de novembro de 2015
UM DIA FELIZ!
Não precisamos de muito para ser feliz!
E não precisamos mesmo, vou contar a vocês uma experiência incrível que vivi em 15 de agosto de 2015. E tudo ficou melhor porque estava acompanhada de minha irmã amada Ana Macarini.
Participei da 2a. Feira do Livro Espírita da Fraternidade Espírita Auta de Souza, em São Paulo, uma casa amorosa, de intensas vibrações de luz, onde fui recepcionada com muito carinho e amabilidade.
Após uma conversa entre amigos, num agradável Café Filosófico, fui convidada para uma sessão de autógrafos. Quando levantei os olhos, nem podia acreditar em tamanha surpresa, encontrei a minha frente nada mais nada menos do que Violette Amary, uma daquelas pessoas admiráveis que passam por sua vida, e deixam uma marca indelével, daquelas que nunca queremos nos livrar.
Violette Amary é minha inspiração na literatura, uma professora de português, que conheci aos onze anos, e que acompanhou nosso grupo até o terceiro colegial, lembro de cada aula, de cada instrução recebida dessa pessoa impar. Sobretudo lembro do carinho, da amizade, do sorriso, da bondade, da compreensão, da retidão de caráter, mas acima de tudo do amor que demonstrava por cada um de nós.
Estou com sessenta anos, e conto dai, os amigos que deve ter conquistado pela vida afora, se vocês entrarem no facebook do Colégio Alarico Silveira irão entender do que estou falando.
O mundo precisa de mais Violettes, o mundo está carente de modelos de virtude, de respeito por alguém que se fez ser digna dele. Que você querida mestra e amiga seja inspiração a muitos que escolhem a área da educação para trabalhar. Peço a Deus todos os dias que a cubra de luz e paz.
Mas... as surpresas não pararam por ai, de repente olho de novo para cima e quem encontro? Outra criatura admirável, minha querida tia Ida, acredito que não há passagens significativas em minha vida infantil e juvenil que ela não estava presente, com esse mesmo sorriso e olhar encantador, aquele olhar que nos seduz pelo carinho e alegria.
Convivi com tia Ida um bom tempo, sei que passou por momentos difíceis, como todos nós passamos, mas não me lembro de queixas ou lamentações, mas sempre aquele rosto de semblante feliz, tia Ida é muito amada, ela conquistou esse amor, de seu marido, tio Edebar, a quem amo muito e a quem devo muito estar por aqui neste mundão de Deus; é amada pelos filhos, tenho certeza, um amor solto e leve, que construiu uma bela família.
Junto com tia Ida, veio a Rita Maria, ah! prima de olhar brejeiro, você é linda, amo você; e trouxeram consigo o Matheus, filho da Carolina, o neto mais novo da tia Ida, um encanto, faz parte da família. Ainda tem o Fernando e a Carol, reforçando mãe do Matheus.

E uma nova surpresa aconteceu, logo na entrada, André, trabalhador da FEAS me avisou: Tem ai uma moça loura te esperando, Luciane Furlaneto Rizzo, nos conhecemos através do grupo Fãs de Livros Espíritas e Expansão da Consciência, ela veio me ver, me abraçar, uma amiga de carinho e paz. Uma surpresa feliz, num dia feliz e ... feliz!
Luciane o seu abraço está guardado em meu coração para sempre!
Obrigada a vocês por esse dia de carinho e amor,
nunca vou esquecer. Amo vocês!
MEDO E
CORAGEM
|
A tal da Coragem
|
Que admiro muito,
Que
amo muito,
Uma
irmã querida,
Que
anda dando conta de muitos leões,
Sem
deixar carcaças escondidas em armários invisíveis.
Para
você minha querida Ana Maria Macarini.
Amo você!
Estava
pensando sobre o que é ter medo e arranjar coragem, de qualquer maneira, para
superar limites. Por mais que tente definir um e outro, apenas consigo
visualizar situações, que de uma forma ou de outra, eu preciso ir em frente,
independente de estar ou não preparada para isso.
Isso
me leva a refletir sobre o danado e saudável exercício de educar minha
inteligência, afinal quando enfrentamos limitações é o que nos leva a procurar
soluções diferentes às quais estamos acostumados. Este é o momento de voltar no
espaço e no tempo em busca de situações semelhantes e usá-las para comparar com
o que ocorre hoje, neste momento de dor, ou apenas de desconforto com a nossa
realidade.
Temer
é ceder à crença na própria incapacidade de refletir e raciocinar, e isso não é
bom, pois apenas nos retém no lugar comum, o que costumamos definir como “zona
de conforto”. Se analisarmos a tal “zona de conforto”, chegaremos à conclusão
que ela não é tão confortável assim, ela é apenas familiar e manipulável, o que
nos possibilita trabalhar a própria insatisfação de uma forma que a nossa
rebelião soa como uma traição àquilo que está de “bom tamanho”, ou seja, não
está do jeito que eu quero, mas está do jeito que dou conta sem muito trabalho.
A
tal da coragem é olhar para o caminhar de nossa vida e descobrir que as
pedrinhas que nos fazem tropicar, são lembretes de que precisamos encontrar
soluções melhores, não mais aceitar o sofrimento, afinal a cada estocada que
damos é mais uma dor a nos cobrar a tal felicidade.
Matar
um leão por dia? É mesmo necessário?
Afinal,
matamos o leão, mas ficamos com a carcaça a nos lembrar que ainda é um peso em
algum lugar de nossa mente, talvez em alguma gavetinha bem escondida, onde
trancafiamos nossos mais infelizes sentimentos?
E no
acúmulo de gavetas, acabamos construindo armários imensos, que não nos libera
espaço e tempo para enxergar a felicidade, a liberdade, a capacidade de
realizar nossos milagres; mas, assim que percebemos sua existência, disfarçada
de formas até atraentes, nos confina nas mais lúgubres paisagens.
Pessoalmente,
vejo que as indecisões, as inseguranças, as dores, os temores, as doenças
comportamentais, emocionais e mentais tem somente uma origem a insatisfação com
o passo que damos para a direção não sonhada. Isso sem contar que todo esse
desequilíbrio acaba por se manifestar em nosso corpo físico, originando doenças
que, certamente, limitarão nossa ação nesse admirável mundo, que pode ser
sempre renovado ou permanecer na obscuridade da incerteza.
O
que podemos fazer para mudar esse rumo? Eu decidi que não deixo mais “se” e “talvez”
ser inicio de meus últimos parágrafos, isso gera dúvida e incerteza sobre minha
capacidade de esclarecer e por um ponto final. Acabo patinando sempre no mesmo
lugar, o que nos causa frustração e desânimo, o que nos arremessa a um mundo
mental depressivo e sombrio.
Resolve?
Até agora consegui melhorar a convivência que tenho com o meu “eu”.
É a
resposta? Não sei, até agora está dando certo, mas tenho certeza que esse
estado de aprendizagem não termina aqui, mas abre novas perspectivas a novos
questionamentos.
O
que importa nesse momento é que estou caminhando, para onde? Não sei, ainda
procuro respostas.
E
você? Qual é sua dúvida?
Procure
respostas, mas faça acontecer, através da verdade interior e não apenas na
verbalização infundada e ciumenta da própria vida.
Viva,
mas viva de verdade, intensamente, cada momento, seja ele de felicidade ou
infelicidade, lembrando que eles existem e ignorá-los ou fazer de conta que
está tudo bem é apenas um gesto triste de manter-se na retaguarda de si mesmo.
Vá,
devagar, depressa, com passo firme ou trôpego, mas caminhe, o mundo gira e você
não precisa ficar mareado, afinal fazemos parte dessa Natureza sábia.
É só
acreditar! Em que? É só encontrar sua resposta! Simples assim, quem sabe na
criatura, que é você, filha ou filho do Criador Supremo. Alguma dúvida?
Talvez
você responda:
- Muitas!
Isso
não é ruim, porque estamos aprendendo a encontrar respostas novas, modificando
hábitos que reforçamos durante bastante tempo. E acreditem que não é porque
descobrimos falhas de conduta que conseguimos fazer diferente, que tudo se
modificará num passe de mágica, contudo isso acontecerá num passo firme e
constante, aos poucos, nos tornando mais fortes e felizes.
Enquanto
houver questionamentos saudáveis estaremos à caminho.
Vamos
lá! O futuro nos espera e terá a qualidade que o nosso esforço pessoal
realizar.
domingo, 15 de novembro de 2015
7o. FEIRÃO DO LIVRO ESPÍRITA DE ARARAS - 14.11.2015
Um dia de muita alegria e ótimo para acabar com as saudade, na Feira do Livro Espírita de Araras, coordenada pelo amável pessoal da IDE (Instituto de Difusão Espírita).
Foi muito bom estar com vocês, como sempre encontrei muito carinho e gentileza, pessoas que gostam de uma boa conversa, de livros cheirosos e novinhos, da boa literatura espírita e acima de tudo, que buscam amor e paz para nosso mundo.
Agradeço a amabilidade das Claudias, que nos auxiliaram durante todo o dia, um abraço bem apertado e agradecido.
A querida amiga Eliana Machado Coelho um abraço já de saudades.
Ao Ricardo obrigada pela paciência e gentil acolhida de sempre.
UM DIA BOMMMMMMM!
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
PRECONCEITO? QUEM TEM?
Uma
situação triste acontece quando alguém acredita estar na posição irrefletida de
julgar, criticar, culpar e chegar ao extremo de sentir-se no direito de
castigar o outro. Não há desculpas para este ato prepotente e desequilibrado, e
quando ele está baseado no preconceito, seja lá do que for, mostra apenas a ignorância
daquele que transita neste mundo obscuro e caótico, resultado de uma mente que
perverte conceitos e valores morais e éticos.
A
palavra pre+conceito por si só já define a sua função diante de determinadas
situações, ou seja, definir uma ideia como verdadeira sem ter conhecimento para
tanto. No dicionário encontramos uma longa e lúcida definição, resumindo:
·
Conceito
ou opinião formado antes de ter os conhecimentos adequados.
·
Opinião
ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de
experiência ou razão.
·
Superstição
que obriga a certos atos ou impede que eles se pratiquem.
·
Sociologia: Atitude emocionalmente condicionada, baseada em crença, opinião ou
generalização, determinando simpatia ou antipatia para com indivíduos ou grupos.
·
Preconceito de classe: atitudes discriminatórias incondicionadas contra pessoas de outra classe
social.
·
preconceito racial: manifestação hostil ou desprezo contra indivíduos ou povos de outras
raças.
· Preconceito religioso: intolerância manifesta contra indivíduos ou
grupos que seguem outras religiões.
Ou
seja, nada racional, nada pensado e nem refletido, apenas a manifestação sem
lógica de uma ideia que não foi abalizada sobre fatos reais, apenas o
entendimento, ou falta dele, sobre um assunto que se recusou a passar pela
inteligência em formação daquele que emitiu seu parecer acreditando ser o dono
da vontade alheia.
Todo
indivíduo que passa por um processo condicionador elimina de sua mente a
capacidade de pensar e formar opinião própria. Num triste processo social de
condicionamento dentro de ideias emitidas por determinados grupos e reforçados
de tempos em tempos por grupos afins, acaba por serem disseminadas inverdades
que conflitam com a liberdade de escolha, por exemplo, de grupos denominados na
atualidade de minorias.
O termo “minorias”
é usado de forma genérica para fazer referência a grupos sociais específicos
que são entendidos como integrantes de uma menor parte da população, diferenciados
por suas características étnicas, religiosas, cor de pele, país de origem,
situação econômica, limitações físicas ou mentais, etc... Se
discutirmos este etc., teremos mais uma longa e triste relação de
comportamentos descabidos de alguns para com esses desafortunados sociais.
Pensando
no assunto, a definição “minoria” já é uma forma de preconceito, pois o direito
de cidadão, do ser humano não deve restringi-lo a quantidade de indivíduos que
vivem histórias semelhantes, em minha opinião ainda tão desprovida de
entendimento, a segregação social só acontece porque existem grupos de pessoas
radicalizadas por ideias formadas a partir de seus próprios temores e
ignorância.
E
esse grupo na realidade é o foco de meu preconceito a respeito de uma situação
da qual o meu entendimento é bastante precário, não consigo visualizar uma
situação na qual um ser pretensamente humano maltrata outro porque ele não
satisfaz as suas expectativas, sejam elas de qualquer forma.
Esta
semana tivemos vários casos tornados públicos, porque o alvo dessas atitudes
ignorantes foram pessoas famosas por suas carreiras, pessoas públicas, que
sabem que possuem direitos e deveres como cidadãos, mas... e no dia a dia? Na
movimentação normal da vida, quando o preconceito é velado por atitudes
justificadas pelo próprio contesto social, vocês querem um exemplo?
Observem
a si mesmo nesta movimentação considerada normal, quando você atravessa a rua,
mudando de calçada simplesmente porque “achou” que a pessoa que vem ao seu
encontro é um meliante, por quê? A cor da pele, a maneira como anda, as
vestimentas, os óculos, porque está cantando alto... etc... etc... etc...?
Observando
imagens de noticiários que falam sobre estes discutidos casos de preconceito,
observei consternada que a fisionomia dessas pessoas transmitia raiva, ódio,
ferocidade; expressão triste de desequilíbrio insano diante daquilo que nem
mesmo sabe o que é; para num momento seguinte, filmado pelas câmeras de
veículos de comunicação, esconderem-se entre os braços de alguém e cobrir a face
num casaco mal colocado, demonstrando covardia e irreflexão sobre o próprio
ato. Percebe-se que o descaso a respeito do outro, sobre os direitos do outro,
nem ao menos passou por um momento de conflito interior, mas houve uma
permissão hedionda de ferir e humilhar, sem motivo aparente, acreditando que as
consequências não viriam bater a sua porta.
Enquanto
houver julgamento nosso para com o outro sem razão, sem movimentação de nosso
princípio inteligente haverá ofensas traumáticas contra aquele que não
entendemos, não haverá a tão aclamada evolução de nosso mundão de Deus, porque
estaremos sempre em busca de desculpas esfarrapadas como nossa própria mente.
Livrar-se
da dor é também livrar-se do ranço que acaba por nos limitar a felicidade tão
sonhada.
Libertar-se
de jugos leves ou pesados e desfazer-se do velho e antigo pensar e buscar
instrução, conhecimento, num constante processo de educação de si mesmo, é
fácil?
E o
que é fácil para seres ainda egoístas? Mas... possível... sempre!
"O
desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar cinco pontos
fundamentais: igualdade, diversidade, participação, solidariedade e
liberdade." Betinho
domingo, 8 de novembro de 2015
Comentário de Kely Garcia sobre o livro "SEMPRE HÀ VIDA"
Finalizado mais uma leitura Livro : Sempre há Vida - querida Eliane Macarini
Foi uma leitura super fácil onde os personagens vive um drama entre família , vindo de vidas passadas , gostei bastante recomento
Otávio era um homem de personalidade forte. Machista e alcoólatra, ele era casado com Vera. Juntos tinham um filho, Hugo, que desde pequeno dava sinais de que era um menino diferente dos outros. Vera casara-se muito cedo com a ilusão de que seria feliz, de que teria uma família harmoniosa e tranquila, mas, com o passar do tempo, Otávio foi se mostrando cada dia mais intolerante e violento. A história dessa família muda completamente quando Otávio vai parar no hospital em coma alcoólico, o que provocou a descoberta de uma série de problemas de saúde - físicos e mentais. Vera, então, passa a contar com o apoio irrestrito de um casal de amigos e de Caio, dono da academia aonde Otávio havia levado Hugo para aprender futebol. Vera conhece a doutrina espírita, o que a faz repensar sua vida e refletir se deveria mesmo continuar ao lado de um homem que tanto a maltratava. Otávio, mesmo em um leito hospitalar, ainda cultivava uma intensa raiva por Vera. A explicação viria das vidas anteriores... Neste Sempre há Vida, o espírito Maurício, pela psicografia de Eliane Macarini, vai nos ensinar a importância do amor, da tolerância e da paciência como ferramentas fundamentais para o nosso crescimento espiritual.
________________Trechos marcantes :
Os verdadeiros laços de família não são portanto, os da consanguinidade , mas os da simpatia e da comunhão de pensamentos , que unem os Espíritos , antes, durante e apos a encarnação.
Seja o que for que o futuro te reserva , a cada minuto você pode decidir isso.Jesus nos disse que o mundo será dos mansos e pacíficos, e que nosso fardo nunca será maior do que podemos carregar, então , precisamos acreditar em nós mesmos e tenho certeza de que você sera muito feliz.
_____________Evangelho Segundo o Espiritismo , capituloXII - O ódio
FÉNELON
Bordeaux, 1861
10 – Amai-vos uns aos outros, e sereis felizes. Tratai sobretudo de amar aos que vos provocam indiferença, ódio e desprezo. O Cristo, que deveis tornar o vosso modelo, deu-vos o exemplo dessa abnegação: missionário do amor, amou até dar o sangue e a própria vida. O sacrifício de amar os que vos ultrajam e perseguem é penoso, mas é isso, precisamente, o que vos torna superiores a eles. Se vós os odiásseis como eles vos odeiam, não valereis mais do que eles. É essa a hóstia imaculada que ofereceis a Deus, no altar de vossos corações, hóstia de agradável fragrância, cujos perfumes sobem até Ele.
Mas embora lei do amor nos mande amar indistintamente todos os nossos irmãos, não endurece o coração para os maus procedimentos. É essa, pelo contrário, a prova mais penosa. Eu o sei, pois durante minha última existência terrena experimentei essa tortura. Mas Deus existe, e pune, nesta e na outra vida, os que não cumprem a lei do amor. Não vos esqueçais, meus queridos filhos, de que o amor nos aproxima de Deus,e o ódio nos afasta dele. —
sentindo-se satisfeita.
Foi uma leitura super fácil onde os personagens vive um drama entre família , vindo de vidas passadas , gostei bastante recomento
Otávio era um homem de personalidade forte. Machista e alcoólatra, ele era casado com Vera. Juntos tinham um filho, Hugo, que desde pequeno dava sinais de que era um menino diferente dos outros. Vera casara-se muito cedo com a ilusão de que seria feliz, de que teria uma família harmoniosa e tranquila, mas, com o passar do tempo, Otávio foi se mostrando cada dia mais intolerante e violento. A história dessa família muda completamente quando Otávio vai parar no hospital em coma alcoólico, o que provocou a descoberta de uma série de problemas de saúde - físicos e mentais. Vera, então, passa a contar com o apoio irrestrito de um casal de amigos e de Caio, dono da academia aonde Otávio havia levado Hugo para aprender futebol. Vera conhece a doutrina espírita, o que a faz repensar sua vida e refletir se deveria mesmo continuar ao lado de um homem que tanto a maltratava. Otávio, mesmo em um leito hospitalar, ainda cultivava uma intensa raiva por Vera. A explicação viria das vidas anteriores... Neste Sempre há Vida, o espírito Maurício, pela psicografia de Eliane Macarini, vai nos ensinar a importância do amor, da tolerância e da paciência como ferramentas fundamentais para o nosso crescimento espiritual.
________________Trechos marcantes :
Os verdadeiros laços de família não são portanto, os da consanguinidade , mas os da simpatia e da comunhão de pensamentos , que unem os Espíritos , antes, durante e apos a encarnação.
Seja o que for que o futuro te reserva , a cada minuto você pode decidir isso.Jesus nos disse que o mundo será dos mansos e pacíficos, e que nosso fardo nunca será maior do que podemos carregar, então , precisamos acreditar em nós mesmos e tenho certeza de que você sera muito feliz.
_____________Evangelho Segundo o Espiritismo , capituloXII - O ódio
FÉNELON
Bordeaux, 1861
10 – Amai-vos uns aos outros, e sereis felizes. Tratai sobretudo de amar aos que vos provocam indiferença, ódio e desprezo. O Cristo, que deveis tornar o vosso modelo, deu-vos o exemplo dessa abnegação: missionário do amor, amou até dar o sangue e a própria vida. O sacrifício de amar os que vos ultrajam e perseguem é penoso, mas é isso, precisamente, o que vos torna superiores a eles. Se vós os odiásseis como eles vos odeiam, não valereis mais do que eles. É essa a hóstia imaculada que ofereceis a Deus, no altar de vossos corações, hóstia de agradável fragrância, cujos perfumes sobem até Ele.
Mas embora lei do amor nos mande amar indistintamente todos os nossos irmãos, não endurece o coração para os maus procedimentos. É essa, pelo contrário, a prova mais penosa. Eu o sei, pois durante minha última existência terrena experimentei essa tortura. Mas Deus existe, e pune, nesta e na outra vida, os que não cumprem a lei do amor. Não vos esqueçais, meus queridos filhos, de que o amor nos aproxima de Deus,e o ódio nos afasta dele. —
Comentário de Maria Helena Moraes sobre o livro "SEMPRE HÀ VIDA"
Finalizada a prazerosa leitura do livro SEMPRE HÁ VIDA,mimo que recebi do coração generoso ,de nossa querida Eliane Macarini.
Um livro de leitura fácil e agradável,com um enredo de amor e ódio, tendo sua origem em vidas anteriores.
Todos os personagens envolvidos,Otávio,Vera,Cai o,Ivan ,Hugo entre outros,através da consoladora Doutrina dos Espíritos,aprendem a praticar o poder da fé e da oração sincera,chegando ao ato benéfico do perdão!
-------------------------- -------------------------- --------------------------
***A lição assimilada é:
Somente através da prática do amor e do perdão sincero, conseguimos vencer nossas pendências e evoluir como espíritos devedores , que venceu o grande desafio de sua existência terrena.
As belas mensagens de amor e perdão nele contidos, abrem nossos corações para a tolerância e a paciência!
-------------------------- -------------------------- -------------------------- -----
Entre muitos trechos lindos e mensagens maravilhosas do Evangelho Segundo o Espiritismo destaco:
“Somos únicos no processo de aprendizagem evolutiva, e nossas vivências,entre um plano e outro,nos encaminham para determinadas situações que deveremos viver com respeito e dignidade.”
Livro maravilhoso!
Indico a todos!
Obrigada Eliane Macarine por essa leitura edificante!
Deus abençoe seu trabalho de amor,juntamente com o espírito Mauricio
Um livro de leitura fácil e agradável,com um enredo de amor e ódio, tendo sua origem em vidas anteriores.
Todos os personagens envolvidos,Otávio,Vera,Cai
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***A lição assimilada é:
Somente através da prática do amor e do perdão sincero, conseguimos vencer nossas pendências e evoluir como espíritos devedores , que venceu o grande desafio de sua existência terrena.
As belas mensagens de amor e perdão nele contidos, abrem nossos corações para a tolerância e a paciência!
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Entre muitos trechos lindos e mensagens maravilhosas do Evangelho Segundo o Espiritismo destaco:
“Somos únicos no processo de aprendizagem evolutiva, e nossas vivências,entre um plano e outro,nos encaminham para determinadas situações que deveremos viver com respeito e dignidade.”
Livro maravilhoso!
Indico a todos!
Obrigada Eliane Macarine por essa leitura edificante!
Deus abençoe seu trabalho de amor,juntamente com o espírito Mauricio
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
PÉ NA ESTRADA
Hoje é dia de Festa!
Acordei feliz, por que?
Ah! Só a possibilidade de estar por aqui, acertando arestas, descobrindo amor e sabendo que sempre posso fazer um esforço extra para viver dias melhores, já não é uma bela razão?
Percebi... observando a mim mesma, que não preciso de obsessores ferrenhos, inacessíveis a pensamentos úteis, bons e verdadeiros, porque o bem e o mal não tem outra morada, que não seja meu próprio coração, ou minha mente, muitas vezes, perdida em dores desnecessárias, não tão importantes como vistas naquele momento de desequilíbrio.
Decidi não fazer bulliyng comigo mesma.
Talvez vocês se perguntem o que ela quer dizer com isso?
Bulliyng numa definição encontrada na Wikipédia diz o seguinte: é um anglicismo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. O bullying é um problema mundial, sendo que a agressão física ou moral repetitiva deixa marcas para o resto da vida na pessoa atingida.
Oras... quem está mais perto de minha mente?
Aprendo estudando a Doutrina dos Espíritos que nossa responsabilidade na movimentação de energia que nos atingem é bem maior do que podemos imaginar, que nos processos obsessivos, o primeiro momento desse triste relacionamento com o outro, se inicia com a auto-obsessão, isto é, eu permito através de minhas dúvidas doentias, através de minha incapacidade de acreditar em minhas possibilidades de transformar dor em aprendizado, através da falsa crença que não tenho direito à liberdade, que o meio em desequilíbrio acabe por invadir meu campo vibratório e sou apenas mais uma vítima da incompreensão da vida.
A obsessão tem início na relação que tenho com o meu eu, assim tem início episódios de violência física e emocional que acaba por minar a minha possibilidade de liberdade e felicidade. Neste momento se instala na vida a dor de ser escravo de uma mente em desalinho, numa relação desigual entre o bem e o mal, que afinal ainda existe em cada um de nós.
Basta, simplesmente, acreditar que posso modificar minha estrutura mental, minha relação com meu mundo interior assim trazendo ao convívio social uma paz maior, uma relação mais saudável?
Sim e não, milagres não existem, devemos exercitar novas e mais saudáveis formas de enxergar o mundo exterior, permitir ao outro sua própria movimentação sem que nos colocarmos no centro de seu querer. Transformar a relação com seu eu, é exercitar o divino direito de ser feliz, é descobrir a beleza que existe dentro de cada mente e em cada coração, é começar um processo magnífico de auto amor e auto admiração, isso deve ser lindo.
Bom... nesta primeira reflexão já descobri algumas coisas, então... pé na estrada.
Provocações que humilham: o desequilíbrio emocional de todos os envolvidos
Texto de Ana Macarini publicado na http://www.contioutra.com/provocacoes-que-humilham-o-desequilibrio-emocional-de-todos-os-envolvidos/
Em um ambiente no qual muitas crianças ou adolescentes convivem, é natural que ocorram conflitos. Conflitos são parte do processo de socialização. Ocorrem disputas, por espaço social, por popularidade ou por atenção, na busca por encontrar e desempenhar um papel nos locais de convivência.
Como ainda estão em formação, crianças e adolescentes precisam poder contar com a mediação dos adultos envolvidos nesses ambientes, sejam eles a própria casa ou um espaço de convivência, como a escola ou o clube. Os pais têm enorme e intransferível responsabilidade na formação do caráter social de seus filhos. É preciso ficar atento a alterações de comportamento e manifestações emocionais. No entanto, os pais não são as únicas referências para os menores; crianças e adolescentes espelham-se em modelos de comportamento oferecidos tanto por adultos, quanto por seus pares de convivência social. Entretanto, verdade seja dita: é da família a responsabilidade de formação do caráter dos jovens e das crianças.
Uma questão extremamente séria é perceber ou descobrir que seu filho, ou filha, está envolvido em situações ligadas a provocações, humilhações e o sofrimento de outros. Crianças e jovens podem provocar colegas com a intenção legítima de brincar, colocando-se numa postura aberta de serem igualmente provocados. Nessa situação, todos os envolvidos têm a possibilidade de se divertir.
No entanto, podem ocorrer provocações ofensivas, com a explícita intenção de causar desconforto no outro. Algumas crianças e jovens podem ser alvos fáceis dessas provocações, por destoarem dos padrões estabelecidos de peso, altura, aparência, jeito de falar. Neste caso, aqueles que provocam podem, com o tempo, perder de vista o quanto pode ser doloroso ser caçoado; podem, inclusive passar a sentir prazer em provocar o constrangimento, seja para sentir que tem algum poder ou para ser notado.
Portanto, caso percebam que seus filhos possam estar envolvidos nesse tipo de situação, quer seja por provocar ou ser provocado, é indispensável procurar entender motivações e padrões de comportamento. E, tomando conhecimento, é preciso agir. Em ambas as situações, os filhos estão precisando da presença concreta da família. Eximir-se dessa responsabilidade é abrir mão do papel de orientar o processo de formação dos filhos.
Atentos ao comportamento dos menores, os adultos conseguem perceber sinais importantes que podem revelar que algo não vai bem. Algumas vezes, pode acontecer da pessoa ter naturalmente atitudes que atraem a atenção do grupo, conquistando de forma intencional ou não, uma maior popularidade. Nesse caso, é possível que, junto com a admiração venham sentimentos bem menos nobres, como a inveja e o ciúme. Assim, essa exposição pode colocar essa pessoa em situação de alvo da irritação de outros que não desfrutem do mesmo aparente sucesso junto aos demais.
Crianças e jovens que convivem com tratamentos agressivos, explícitos o não, sejam eles os agredidos ou os agressores, apresentarão alterações sensíveis em seu comportamento que, a depender de sua personalidade pode manifestar-se de diferentes formas: introspecção e desejo de ficar só; choro fácil e hipersensibilidade ao meio; irritação; uso de vocabulário incomum e inapropriado; alienação; rejeição ao afeto dos familiares e pessoas mais próximas; sintomas físicos, como dores, unhas roídas e até ferimentos auto-inflingidos.
Uma vez confirmado o envolvimento em situações de conflito relacionado às provocações, é indispensável que os adultos se preparem e se organizem para intervir e mediar, ajudando os menores a compreender, refletir e ressignificar seus comportamentos, encaminhando-os para o estabelecimento de relações mais saudáveis.
É fundamental que os adultos planejem formas de promover a reflexão tanto dos agressores quanto dos agredidos. Algumas questões podem auxiliar na tomada de consciência, ajudando os dois lados afetados a interromper o processo automático de sofrimento que pode já ter se instalado. Eis algumas sugestões: “como me sinto ao provocar/ao ser provocado?”; “o que observo no outro quando provoco/sou provocado?”; “o que o outro parece sentir?”; “qual a minha motivação?”; “o que eu gostaria de saber sobre o outro que não sei?”; “essa pessoa que me agride ou a quem eu agrido tem qual importância para mim?”; “que tipo de punição eu espero?”; “eu quero continuar com isso? por quê?”.
Tão importante quanto ajudar a administrar as situações de provocação que envolvem sofrimento é compreender que os conflitos são parte preciosa do processo de desenvolvimento. Pensar e agir de forma diferente é natural e saudável. A diversidade de posturas, aparências, crenças, opiniões e comportamentos é o que torna as relações interessantes, desafiadoras e complementares. Assim, é preciso acreditar e defender um comportamento social, segundo o qual, fazer o outro sofrer não pode, em hipótese nenhuma, ser fonte de prazer ou estratégia para aplacar o desconforto de uma auto-estima frágil e deformada.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
INDIGNADA COM A IGNORÂNCIA DE QUEM SE DIZ RELIGIOSO!
Indignada de verdade, aquela
sensação de ter sido aviltada, desrespeitada e a certeza que subestimaram minha
inteligência, essa a sensação que tenho depois de ouvir tanta besteira da boca,
de uma pessoa que se considera representante de Deus na Terra.
Ontem estive numa igreja
católica, para um batizado, isso depois de uma maratona dos pais e padrinhos,
atrás de papéis e pseudos cursos de formação para a função, e ainda, é lógico,
o pagamento de taxa simbólica de R$ 75,00, valor que muitas famílias carentes
não têm acesso, afinal custa mais batizar do que comprar uma cesta básica.
Não tenho nada contra
religiões, pelo contrário, os caminhos do Pai, estão por ai, atendendo a
compreensão de cada um, segundo o entendimento de vida alcançado. Admiro as
pessoas que se dedicam de coração e mente a causa de Deus, ou seja, a salvação
de cada alma que habita este bendito planeta.
O que me admira é ver um
indivíduo com formação teológica, filosófica, etc. falar besteira e saber que
ele é exemplo dentro de uma comunidade que o respeita e segue, podendo fazer o
bem com suas palavras, ou disseminar o mal, divulgando falsos conceitos e
levando a mente dos desavisados a estados preconceituosos e perigosos.
Vou ressaltar duas falas
bastante caótica e que traz conflitos graves sobre os ensinamentos de nosso
amado Mestre Jesus:
1 - A criança só se torna filho de Deus após o
batismo;
- Não se pode rezar com as crianças antes do
batismo, isso apoiado no item anterior.
A própria vida, permitida a
cada um de nós por Deus, já é a certeza de nossa filiação divina, cada alma que
surge no mundo material se reveste de esperança e fé, cada criança que vem para
nossos braços é uma benção do Pai, a certeza de sua confiança em cada um
daqueles que irão participar dessa maravilhosa experiência. Não acredito e não
aceito a ideia de ser filiada ao Pai somente após um ritual, que é mais humano
do que divino. No meu entendimento a passagem do batismo de Jesus, feito por
João Baptista, é um divisor de águas, necessário a um período de transição religiosa,
o que não nos torna melhores ou piores cristão. A fé não tem nada com ritos ou
ensaios prontos, tem muito relacionado a nossa postura diária na vivência dessa
crença, uma coisa simples e lógica, afinal O Evangelho de Jesus nos fala sobre
isso, nada mais, apenas nos ensina a seguir o seu exemplo maior: amor e perdão,
baseado na máxima: “Amar a Deus, sobre todas as coisas, e ao seu próximo como a
ti mesmo.”
Toda noite oramos com nossas
crianças, meus filhos e, atualmente, meus netos, é um momento divino, onde nos
elevamos ao Pai Maior, agradecendo as benção da vida, as realizações do dia, as
lições aprendidas, pela humanidade, pelos doentes, pelos que sofrem, etc. É um
momento maravilhoso, o sentimento de carinho e amor que brota destes pequenos e
inocentes corações, é luz para a humanidade; e escuto de um religioso que eles
não tem direito a isso, porque não passaram por um ritual?
E durante essa fala, uma de
nossas amadas crianças, que não dorme, por mais exausta que possa estar, sem
falar com o Papai do Céu, nos questionou assim:
- Eu sou batizado, mãe? Eu
posso rezar?
Isso é divulgar preconceito,
o grande mal da humanidade.
Só posso dizer uma coisa
muito importante, relembrar para mim mesma:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei entre vós."
(Mateus - 18:20)
terça-feira, 12 de maio de 2015
HOMOSSEXUALIDADE E AMOR
HOMOSSEXUALIDADE
E AMOR
Por causa do último capitulo
da novela “Amor à vida”, apresentada pela Rede Globo de Televisão,
especificamente a cena em que Félix e Nico se beijam.
Apesar de professar de pés
juntos não ser preconceituosa, a tal cena me causou estranheza, não um
sentimento de repulsa ou nojo, longe disso; mas, um sentimento relacionado à
certeza que algumas coisas em nossa sociedade começariam a tomar um novo rumo.
Indiferente aos sentimentos alheios positivos ou negativos, a sofrida classe
dos homossexuais teria, a partir daquele momento, algo que os havia
fortalecido.
Esse novo panorama seria bom
ou não? Conversando com amigos, com a família, escutando conversas no Shopping
Iguatemi de Ribeirão Preto, percebi a diversidade de opiniões, desde a raiva
desmedida de alguns, que se serviam mesmo de xingamentos odiosos, até aqueles
que não davam a mínima para o acontecimento; mas, com certeza, percebia-se no
ar um astral de receio e insegurança, afinal andando por aqueles corredores já
podíamos perceber alguns casais sem receio de mostrar a sua escolha, e para
alguns isso é um perigo para os seus pequenos, afinal quem quer ter um
homossexual na família, de boa mesmo, sem estranheza? Apenas aqueles que já
entendem que cada um vive o que dá conta para realizar a sua própria
felicidade, e convenhamos isso é bastante raro.
Cheguei a minha casa e estou
aqui refletindo sobre o assunto, sobre o que é certo ou não, o que é normal ou não,
o que pode nos fazer feliz ou não.
Cheguei a algumas conclusões
extraordinárias, confesso que fiz até pesquisa sobre algumas dúvidas que tinha
a respeito de sexualidade.
Interessante é que cada
animal tem sua própria cultura, seu próprio estilo de vida e até seu próprio
ritual de acasalamento, inclusive algumas espécies têm sua sociedade inteira
baseada no sexo, como o Bonobo, uma espécie de símio, enquanto outros animais,
simplesmente, não têm vontade de entrar no coito, o caso dos Pandas.
Determinadas sociedades
acabam se adaptando na falta de fêmeas ou de machos, simplesmente assumem o
papel do déficit estabelecido pela necessidade da continuidade da espécie, isto
é: mudam de sexo, do feminino para o masculino, do masculino pelo feminino.
Isso me fez refletir sobre
as necessidades da sociedade dos hominídeos, isto é, nós da raça humana. O que
anda acontecendo no planeta em relação à procriação dos humanos, já sabemos,
cientificamente comprovado, que há uma superlotação, que pode acabar
desencadeando crises mundiais em relação a espaço, alimentação, etc. etc. etc.,
que acabaram destruindo o que ainda resta de saudável do orbe terrestre.
Então... neste momento... a
homossexualidade até que pode ser considerada algo saudável em relação ao
equilíbrio planetário.
Mas... não somos apenas
animais vertebrados, bípedes e mamíferos, somos também animais dotados do
princípio inteligente, emocionais e possuímos um espírito que evolui em direção
à perfeição, analisando por esse lado, percebo que há muito mais a se pensar e
refletir, por exemplo: no caso da novela “Amor à vida”, que conta a história de
uma pessoa do sexo masculino, mas que sempre se sentiu um estranho dentro da
história que vivia, acabando em relacionamentos promíscuos e sem amor, que
cresceu num ambiente hostil, extremamente carente, com forte tendência a
desenvolver um lado de personalidade bastante desequilibrado, vingativo na dor
sofrida, etc., mas que encontra alguém melhor do que ele, também do sexo
masculino, que mostra outro aspecto da vida desconhecida até aquele momento,
que confia nele, acredita nele e luta por ele; conseguindo com o tempo que o
vilão malvado descubra que também é um ser dotado de bondade latente; a
transformação lenta, refletida e dolorosa acontece. O vilão descobre que tem um
lado luminoso, que não vive apenas de trevas, que sua mente pode transformar a
ignorância em sabedoria, e isso acontece.
Pensei... se o caso fosse
verdadeiro, ou se houver casos semelhantes, onde está o desequilíbrio? O que
aconteceu é algo divino, o amor que transforma, o amor que acorda consciências,
o amor que necessita ainda da manifestação material através de carinhos e
carícias, mas é amor.
Quando o amor liberta o que
temos de melhor em nós mesmos, a sua manifestação não é promíscua, não é
doente, não violenta a natureza; afinal, não somos só animais com determinantes
físicos, machos ou fêmeas, somos seres pensantes emocionais, que amamos independente
de escolhas apenas racionais.
Conheço muitas pessoas
homossexuais que possuem uma vida útil social, que vivem em lares harmônicos
com seus filhos adotivos, mas que, com certeza, foram gerados no coração.
Conheço muitas pessoas
heterossexuais que são indiferentes as necessidades sociais de suas comunidades
de convívio, verdadeiros déspotas dentro de suas casas, infiéis, agressivos,
desrespeitosos e que mantêm relações extraconjugais promíscuas, trazendo
doenças para dentro de suas casas, contaminando seus entes queridos com doenças
sexualmente transmissíveis, e pior adoecendo emocionalmente aqueles a quem
deveriam amar acima de tudo.
Analisando tudo isso que
expus, chego a uma conclusão muito simples, o que realmente importa nesse mundo
abençoado de oportunidades é a maneira como professamos o amor, seja
homossexual ou heterossexual, porque “O amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por
excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso
realizado. No seu ponto de partida, o homem só tem instintos; mais avançado e
corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o
amor é o requinte do sentimento. Não o amor no sentido vulgar do termo, mas
esse sol interior, que reúne e condensa em seu foco ardente todas as aspirações
e todas as revelações sobre-humanas. A lei do amor substitui a personalidade
pela fusão dos seres e extingue as misérias sociais. Feliz aquele que,
sobrelevando-se à humanidade, ama com imenso amor os seus irmãos em sofrimento!
Feliz aquele que ama, porque não conhece as angústias da alma, nem as do corpo!
Seus pés são leves, e ele vive como transportado fora de si mesmo. Quando Jesus
pronunciou essa palavra divina, — amor — fez estremecerem os povos, e os
mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.” (O Evangelho Segundo o
Espiritismo – Capitulo XI, item 8, A Lei de Amor”.
O mundo evolui, porque os seres que o habitam também evoluem, e acredito
fielmente em Deus, sabendo que cada momento tem a sua função nesse processo, e
o preconceito precisa ser varrido de nossos corações, não para debaixo de um tapete
roto e já gasto, mas para fora de nossas almas, de nosso espírito eterno, e as
relações múltiplas, heterogêneas, diversas entre nós é um caminho de
aprendizagem.
A natureza criou suas espécies que evoluíram até o reino hominal, hoje,
dotados de inteligência, aptos a alcançar sabedoria e paz, envolvidos em
conflitos, que se originam nos sentimentos e emoções que se multiplicam nas
diversas encarnações vividas, através dos tempos, acertando arestas com a única
finalidade de educar para um futuro mais feliz, como podemos julgar o outro
nesse processo único e intransferível de cada um, se não damos conta nem mesmo
de conhecer a nós mesmos?
Vivamos nossas experiências de maneira digna e natural, entendendo
nossos limites e sofrimentos, e permitamos aos nossos irmãos a sua própria
liberdade de viver o hoje, como dá conta e como entende o certo e o errado, sob
a sua compreensão do momento.
Continuando com a bela lição de O Evangelho Segundo o Espiritismo,
ressalto o parágrafo: “Disse que o homem, no seu início, tem apenas
instintos. Aquele, pois, em que os instintos dominam, está mais próximo do
ponto de partida que do alvo. Para avançar em direção ao alvo, é necessário
vencer os instintos a favor dos sentimentos, ou seja, aperfeiçoar a estes,
sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os
embriões dos sentimentos. Trazem consigo o progresso, como a bolota oculta o
carvalho. Os seres menos adiantados são os que, libertando-se lentamente de sua
crisálida, permanecem subjugados pelos instintos.”
Evolução moral em busca da
perfeição, cada qual no seu passo e na sua necessidade, deixemos de julgar e
condenar sobre o que nos assusta e nos deprime, esse sentimento mesquinho está
diretamente vinculado à nossa ignorância, que nos mantêm presos sob fortes
correntes sombrias. Respeitemos nossos irmãos independente de como eles
professam a sua sexualidade e lembrando aqui:
“Quem
estiver sem pecado, que atire a primeira pedra” (Jô,
8:7)
Concluindo essa reflexão com
o último parágrafo do belo texto “A Lei de Amor”: “O Espírito deve ser
cultivado como um campo. Toda a riqueza futura depende do trabalho atual. E
mais que os bens terrenos, ele vos conduzirá à gloriosa elevação. Será então
que, compreendendo a lei do amor, que une a todos os seres, nela buscareis os
suaves prazeres da alma, que são o prelúdio das alegrias celestes.”
Essa reflexão foi muito boa
para mim, acabei de psicografar um livro e ele termina descrevendo o casamento
de dois casais, e um deles de homossexuais, e andava me questionando sobre
isso, sobre o que pensariam sobre isso, afinal sou uma escritora espírita,
agora estou tranquila, sei que a história é linda, verdadeira e mostra um
caminho saudável para esses personagens, estou feliz.
Agora aos vinte e nove
minutos de um novo dia, vou deitar e descansar, sei que sou uma pessoa melhor,
entendi algo inovador em nossa sociedade milenar, que cada um deve buscar o seu
equilíbrio dentro de suas possibilidades e o melhor que podemos fazer é ser
apoio à humanidade neste processo constante de transformação pessoal e
planetária.
Boa noite e durmam com Deus,
amem a humanidade e sejam humanos com ela.
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