terça-feira, 21 de junho de 2016

QUIETA!!!!!!

Knights of the Old Republic Fan Art - Created by Corbin Hunter:



QUIETA!!!!!

Em silêncio, precisei dele, por um tempo, não sabia qual caminho seguir, da minha voz ou do silêncio que trazia pequenas, ou grandes, reflexões.

Precisei do silêncio de minha mente, sem questionamentos, apenas viver o dia a dia, como se não precisasse escolher, aprender ou modificar. Releguei ao esquecimento a saudade, a dor e as novidades. Apenas vivi um dia após o outro:

às vezes estava bom, fácil, móvel, mas não rápido. Apenas uma letárgica tarde de verão, que o calor assusta, a água encanta e o gelo derrete;

às vezes monótono, maçante, triste, sempre a mesma coisa, mas é assim que dou conta neste momento;

Mas num bom dia, acordei e precisei levantar, não só da cama, coisa que fazia a todo nascer do sol; mas levantar a minha alma, fazê-la reviver, o tempo de luto se foi, o luto pela morte e pela ausência. O luto pela mesmice da vida que andava trôpega, a condescência com o passado que não passa.

Uma bela manhã, não só levantei da cama, mas abri os olhos para a vida, pus os pés no chão frio, afinal é inverno, e sai do mundo cinza, e pensei: Tô viva e então vamos viver!


quinta-feira, 31 de março de 2016

O QUE FAÇO COM MINHA VERDADE?


Em algumas ocasiões, nós ficamos muito bravos, irados, revoltados... etc. De repente você dá de cara com uma realidade que não havia tomado consciência da dimensão do estrago que fizeram em sua vida; até aquele momento, você tinha dúvidas, baseadas na necessidade de acreditar que era você que estava aumentando as coisas, dando maior dimensão aos fatos do que realmente eles tinham, até mesmo distorcendo a verdade, que, alias, tenho consciência de sua relatividade.

Ai você resolve fazer uma faxina em documentos velhos, desde o ano de 1990, guardados em caixas com cheiro de mofo e muito pó; então, vamos lá, mexe daqui, mexe dali, separa o que precisa ser guardado, joga fora o que não precisa, aquilo mesmo que todos fazem um dia. De repente, lá estão os documentos perdidos por certo tempo, encontrados, o fato está documentado, não é coisa da sua cabeça, está ali, papel e tinta, com data e tudo o mais que é necessário para provar a legitimidade de suas reclamações malucas.

Mas... se você agir de maneira legal, e jogar toda essa porcaria no ventilador, vai virar um inferno coletivo, o que faço? Calo a boca, a razão e a verdade, ou sigo em frente, porque aprendo por esses sessenta e um anos de vida que devemos viver consequências de nossos atos, então calar meus direitos, matá-los a paulada no ninho, não seria ser conivente e omissa, isso para não dizer covarde?

Nossa! É difícil de verdade, provar a verdade que sabemos que existe, e não digo provar de torná-la verdadeira, mas degustá-la com equilíbrio.

O que faço? Fico quieta e deixo tudo como está ou vou em busca de minha verdade e meus direitos?

Confesso certo cansaço nesta batalha que se estende há muitos anos, mas isso não pode ser desculpa para mais um período de inércia, sei que preciso tomar decisões, apenas isso, por enquanto.

Êta, exercício difícil demais!

sábado, 26 de março de 2016

SOU DOIDA? E DAI?



Acordou, ainda sonolenta, parecia que o mundo girava devagar, como seus próprios pensamentos.

Abriu os olhos, ficou observando o ambiente de seu quarto, o mesmo teto branco, procurou pela mancha escura que há anos prometia a si mesma retocar e fazê-la desaparecer, isso a incomodava. 

Virou o rosto e viu o sol ainda manso entrando em pequenos raios pelas frestas da janela sem cortina, outra providência que tomaria algum dia, colocar uma cortina, de preferência em tons de rosa claro, gostava dessa cor.

Fechou de novo os olhos, voltou a abri-los e olhou para o outro lado, uma cadeira normal, daquelas de cozinha, entulhada de roupas usadas, que precisavam ser lavadas, era essa outra providência a ser tomada; mas, hoje não, queria apenas ficar na cama mais um pouco, talvez, esse um pouco se transformasse no dia todo, e daí, não tinha nada para fazer, pelo menos, nada que a estimulasse a pular da cama ansiosa por começar a viver.

Todos os dias eram iguais, se arrastavam numa monotonia de fazer medo, não conseguia nem mesmo distinguir um dia do outro. Na realidade, até mesmo o que comia parecia ter sempre o mesmo sabor.

Abriu os olhos de novo, ali estava a mancha no teto, os raios de sol que incomodavam e a acordavam todos os dias, a cadeira com roupas sujas, e ela na cama sem vontade de levantar; mas precisava vencer a inércia, outras pessoas dependiam de sua movimentação. Se não fizesse o café da manhã era bem capaz que todos morressem de fome, depois precisava dar uma ajeitada na casa, depois viria o almoço, a tarde monótona, o jantar, a televisão ligada nos mesmos programas, a conversa insípida e maçante, e novamente uma noite sem descanso, virando de um lado a outro da cama.

Uma lágrima escorreu por seus olhos, estava cansada antes mesmo de dar um passo, estava enojada da mesmice, da rotina, da falta de esperança, o que deveria fazer? Estava morrendo em vida com as alegrias e as esperanças sendo sufocadas atrás de necessidades... suas? Não, de quem então?

Levantou, ligou o chuveiro, entrou debaixo da água de pijama, deixou a água escorrer por seu corpo febril, encharcando suas roupas, levantou o rosto e permitiu que lágrimas disfarçadas entre os jatos de água escorressem por seu rosto. Devagar, arrancou a roupa, ensaboou o corpo, lavou os cabelos, enxaguou devagar e saiu, molhando o chão, sem se importar com a bagunça. 

Colocou uma roupa confortável, penteou os cabelos, passou um baton nos lábios, olhou no espelho e falou alto:

- Sem pensar, apenas faça!

Abriu a porta, saiu para a rua, sem avisar ninguém. Trancou a porta, ganhou a rua, olhou para trás e pensou:

- Sem pressa! Apenas faça!

Caminhou, correu, riu, ouviu o som dos pássaros, cumprimentou outras pessoas que passavam por ela. Cansada, tomou o caminho de volta, não sabia quanto tempo havia passado, parou em frente a porta e pensou:

- Hoje foi um dia, o primeiro, apenas faça!

Entrou e logo de cara alguém perguntou:

- Onde você estava, custava avisar que ia sair, nem tomamos café da manhã.

- Nem eu e nem quero.

- Onde você estava?

- Onde precisava!

Entrou no seu quarto, fechou a porta, encostou nela, cerrou os olhos e pensou:

- Apenas faça!

Arrumou uma pequena mochila, pegou a bolsa, viu se ali tinha tudo que precisava, saiu do quarto, chegou à cozinha, todos estavam sentados, esperando suas providências para o café da manhã. Sorriu e disse:

- Se querem comer, façam, pois estou de saída, vou viajar e não sei quando volto!

- Vai fazer o quê?

- Descobrir onde deixei minha vida. Até mais!

Saiu para a rua, sorriu e pensou:

- Sou doida? E dai?

segunda-feira, 21 de março de 2016

ERA AMOR PODE ACREDITAR - ANA MACARINI


http://www.contioutra.com/era-amor-pode-acreditar/

ESTOU DOENTE!?


Estou doente!? 

Esta afirmação é bastante séria, estar num estado doente. O que significa?

No dicionário encontrei as seguintes definições: Aquele que carece de saúde, ao qual falta a saúde, que se encontra enfermo, não saudável, em estado insalubre.

Quando estamos com a saúde fragilizada, apresentando sintomas dolorosos ou desconfortáveis, com causas que produzem consequências, tudo bem! Estamos, momentaneamente, adoecidos. Essa doença necessita de cuidados, ir ao médico, tomar medicamentos, modificar atitudes, etc.

Porém, o que me assusta, é aquele que embora não apresenta sintomas de desequilíbrios físicos, se sente, constantemente, adoecido.

- Nossa! Eu estou mal!

- O que você tem?

- Não sei, mas acho que algo grave.

- Quais seus sintomas?

- Estou esquisita(o)!

E por mais que perguntemos as respostas são sempre evasivas, e se você questiona e questiona, acaba criando um clima de irritação e revolta. Essa doença existe também, não a nível físico, mas mora no intelecto, na alma, na insatisfação com o desenrolar da própria vida. E com o tempo acaba sendo projetada no sistema orgânico, afinal "Mens sana in corpore sano".

Essa doença pode ter várias causas, nenhuma ligada a fragilidades orgânicas, mas sim no encadeamento do próprio pensamento; sempre inseguro e pessimista, que tece ao redor do doente um estado doloroso e doentio.  São as doenças psicossomáticas, uma doença física ou não, mas que tem seu princípio na mente. 

A conduta adotada pelos profissionais da saúde nesses casos é agir conjuntamente com psiquiatras, psicólogos e psicoterapeutas, mas que pode causar muitas dúvidas e rejeição aos pacientes, que se questionam:

- Como algo é psicológico se dói no corpo?

A doença psicossomática não excluem a dor e a enfermidade, pelo contrário, o corpo realmente está em sofrimento, com dores, feridas, descontroles e descompensações orgânicas, que são controladas com medicamentos e os recursos da medicina tradicional. Inclusive as doenças psicossomáticas podem afetar vários sistemas orgânicos, como o gastrointestinal (úlcera, gastrite, colite, etc.), cardiovascular (hipertensão, taquicardia, angina); dermatológico (vitiligo, psoríase, dermatite, herpes, urticária, eczema); endócrino e metabólico (diabetes); nervoso (enxaqueca, vertigens); das articulações (artrite, artrose, tendinite, reumatismos), etc...

Há grandes dificuldades para acertar o diagnóstico, afinal as causas orgânicas são secundárias, e não raras vezes, não se atinge sucesso nos tratamentos propostos, o que acaba por arremessar o doente numa peregrinação à consultórios médicos e hospitais, prejudicando ainda mais o estado emocional do paciente, gerando medo e insegurança a cada dia mais intensos, pois sua linha de pensamento é que se está doente, tem sintomas, e não há diagnóstico, então... é muito grave.
Quando o diagnóstico de doença psicossomática é feito por profissionais competentes e aceito pelo paciente, inicia-se neste momento, o tratamento correto, aliviando os sintomas físicos através da medicina convencional, alopática, ou pela medicina homeopática, o que é bastante interessante; e um aspecto muito importante de se manter o psiquiátrico e o psicológico.
Afinal mente e corpo fazem parte de um mesmo sistema, se cuidamos do corpo e seus sistemas orgânicos, precisamos adquirir consciência que a mente (o cérebro) é o mais importante, afinal o comando de nosso bem estar tem origem por ai. 
Pessoas ansiosas e facilmente irritáveis  tem maior facilidade de entrar em quadros psicossomáticos desgastantes, inclusive com a característica de identificar e culpar eventos externos pelo problema, aumentando a sensação de impotência diante das dificuldades. Quando há uma tomada de consciência sobre a participação ativa na qualidade dos sentimentos e sensações através da forma como irá enfrentar os pequenos ou grandes problemas do dia a dia, a serem contabilizados por nossa mente, acontece significativa melhora no quadro doentio.
As experiências a serem vividas acontecem ou acontecerão de uma forma ou outra, apenas a nossa disposição em enfrentá-las com bom humor nos livrará de uma mente adoecida e pessimista, então... vamos construir um mundo interior melhor, acreditando na capacidade inteligente de transformação da vida em belíssimo instrumento de felicidade.
É parte da cura o desejo de ser curado.
(Sêneca)

sábado, 19 de março de 2016

FÉ INABALÁVEL? QUEM TEM?



Antes de começar a escrever sobre o assunto fui até o dicionário procurar o significado da palavra "fé" e encontrei várias definições:

Adesão absoluta do espírito àquilo que se considera verdadeiro.

Só de ver essa definição já me deu canseira, se pensarmos então nessa primeira hipótese, adesão absoluta do espírito àquilo que se considera verdadeiro, fico muito triste, porque tenho tido em minha encarnação várias provas da bondade de Deus para comigo, e mesmo assim, minha fé ainda é tão... reticente.

Mudei para São Paulo aos nove anos, morava na cidade de Franca, onde nasci, frequentava, a contra gosto de meus pais, o Centro Espírita Nova Era, e ficava muito bem, gostava bastante das coisas que aprendia por lá. E tinha minha avó Nenê que defendia esse meu lado "ovelha negra", visto que toda a família era católica apostólica romana. 

Quando cheguei a São Paulo, meio escondida para não arranjar briga, encontrei a FEESP, localizada no Viaduto Maria Paula, eu morava na Avenida Ipiranga 200, no Edifício Copan. Quando perguntavam onde eu ia, dizia que era na igreja, isso aconteceu por uns três ou quatro anos, até que meu pai resolveu me seguir e descobriu que estava indo novamente "àquele lugar" e, ainda mais, estava mentindo.

Resultado: fui proibida de ir à centros espíritas. Fiquei mal de verdade! Eu tenho dupla vista e nunca minha mediunidade teve descanso, então precisava muito de direcionamento.

Vou contar a vocês algo que ocorreu comigo perto dos quinze, e vocês poderão entender essa história.

Fiquei muito doente e durante um certo tempo foi uma peregrinação em consultórios médicos, até que recebemos o diagnóstico de leucemia. Imaginem, era o ano de 1968, eu estava com treze para quatorze anos. Comecei o tratamento, doloroso, sofrido e ineficaz

Até que um dia o médico chamou meu pai e disse que eu não reagia aos medicamentos, à quimioterapia, não havia mais o que fazer. A notícia correu pela família e chegou aos ouvidos do querido tio Edebar Madruga, marido de minha tia Ida Macarini Madruga, hoje morador do Plano Espiritual, uma pessoa incrível de bondade.

Era uma quinta-feira, do mês de julho de 1969, estava muito frio, eu estava em minha cama deitada, coberta por vários cobertores, era muito doloroso, até mesmo mexer a cabeça. Ele entrou no meu quarto, me enrolou num cobertor, olhou para meu pai e disse:

- Estou levando a Eliane num centro perto de minha casa, é bom não tentar me impedir.

Lá fui eu, com um pijama de flanela branco com estampas de bichinhos, que parecia dez números maiores que a necessidade de meu corpo, estava pesando trinta e oito quilos.

O carro parou frente a uma casa muito simples na Vila Maria, tio Edebar me pegou no colo, subiu uma escadaria enorme, entrou numa pequena sala, foi instruído a me sentar numa cadeira em frente a uma mesa com a toalha mais branca que já vi. Um senhor sentado á cabeceira, tomou minhas mãos nas suas e disse sorrindo:

- Menina, você não tem nada!

- Como? Eu tenho leucemia!

- Tem não, isso é apenas para seu pai te respeitar e ao seu mandato mediúnico, a doença é para ele e não para você.

Tomou nas mãos uma garrafa, aquelas antigas onde o leite era entregue, cheia de água e falou:

- Toma essa água, um pouquinho por dia, daqui há uma semana você não tem mais nada.

- Preciso voltar?

- Se você quiser, mas volta a estudar no lugar onde você ia, é mais fácil e ninguém precisa te levar, aqui é muito longe. Quando quiser nos visitar será bem vinda.

- Quem é você?

- Um amigo que precisa de sua ajuda.

- Quê?

- Um dia você vai entender.

Sai daquela casa abençoada me sentindo muito melhor, hoje, relembrando, sabia que era isso mesmo. 

Uma semana depois, o médico que me acompanhava se espantou com minha melhora, contei a ele o que tinha acontecido, ele beijou minhas mãos e falou emocionado:

- Não posso questionar a veracidade do que me conta, eu vi o estado precário de sua saúde. - virou o rosto para meu pai e disse: - Você entendeu, não é?

Nunca mais tive nada, e meus pais pararam de interferir na forma como eu manifesto minha fé.

E tenho mais e mais histórias para contar para vocês, provas indiscutíveis do Bem Maior, e mesmo assim, ainda não consigo manifestar essa fé inabalável, mas também sei que ela é fruto de exercício constante, então não me apresso, apenas... vivo o que dá! 

A fé não é algo para se entender, é um estado para se transformar. (Mahatma Gandhi)

sexta-feira, 18 de março de 2016

EXERCÍCIO DE CIDADANIA HOJE, POR ANA MACARINI!


O que não podemos perder de vista é uma realidade muito clara: aqueles que ocuparão cargos de comando no Planalto pós-impeachment também não merecem a confiança do povo. Esse governo já virou pó! Isso é fato! Uma questão de tempo, a queda! O Partido dos Trabalhadores perdeu-se de sua missão original, em troca de benefícios econômicos, políticos e de poder. Perdeu-se em inúmeras alianças com objetivos exclusivamente partidários, alheios à necessidade da população. 
No entanto, temos uma comissão de Impeachment formada, em sua grande maioria, por membros de outra quadrilha... ou será a mesma?!
Assim, não percamos de vista que NÃO HÁ HERÓIS! NÃO HÁ! 
Então, aproveitemos esse ambiente fértil de formação de conscientização política para não nos perdermos. O Brasil merece, não só um comando político melhor; merece, principalmente, um povo cidadão, ético, honesto, íntegro cujo comportamento seja um espelho fiel de suas reivindicações! 
Que nossa bandeira seja desenhada sobre moldes de DEMOCRACIA PLENA e não democracia política, apenas.

quarta-feira, 16 de março de 2016

RESPONSABILIDADE PESSOAL, VAMOS LÁ BRASIL!


932. Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?
- Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão. (O Livro dos Espíritos - Livro IV - Esperanças e Consolações - Capitulo I - Penas e Gozos Terrenos)
Essa questão de O Livro dos Espíritos é bem pertinente ao momento histórico que vivemos no Brasil. As vezes me assusto com a postura submissa, sem ação do princípio inteligente de algumas pessoas, principalmente, aquelas que seguem a adorável filosofia dos espíritos melhores. Há uma confusão danada na frase que é repetida exaustivamente: 
- Está tudo certo, não cai uma folha sem permissão de nosso Pai!
Onde está escrito que devemos nos portar como marionetes da vida?
Onde está escrito que nossa postura diante de determinadas situações deve ser apenas contemplativa, sem ação, sem exercício da nossa inteligência em busca de novas respostas?
Mais do que ninguém o espírita deve ser ativo dentro da sociedade que transita, a omissão é verme que corrói a boa vontade e nos faz inativos diante de responsabilidades.
Cada folha que cai está inserida na Lei de Ação e Reação, vivemos hoje consequências de nossos atos de ontem, sejam eles equilibrados ou não. Ai entra a Terceira Lei de Newton: Toda ação produz uma reação contrária de igual qualidade e intensidade.
A própria definição de omissão, nos alerta sobre posturas menos saudáveis: ato ou efeito de deixar de lado, desprezar ou esquecer; preterição, esquecimento.
Inertes diante de acontecimentos que nada tem de bom para a sociedade brasileira estamos cooperando com o mal que corrompe e expolia os direitos sociais.
O caminho da moralidade passa, inexoravelmente, pelo caminho da ética, se não nos posicionamos para que as leis civis e sociais sejam cumpridas, para que haja respeito entre os cidadãos de uma pátria amada, como chegaremos à casa do Pai, se nem mesmo estamos dando conta de enxergar a nossa posição material?
Voltando ao O Livro dos Espíritos, questão 629, Kardec questiona: Que definição se pode dar à Moral? e recebe a seguinte resposta: A moral é a regra da boa conduta e portanto da distinção entre o bem e o mal. Funda-se na observação da lei de Deus. O homem se conduz bem quando faz tudo tendo em vista o bem e para o bem de todos, porque então observa a lei de Deus.
O espírita deve sim se manifestar, de forma pacifica e equilibrada, com a mente elevada em bons propósitos, mas ativo e não passivo.
Afinal, meus amigos, passivo não tem nada haver com pacifico. Vamos em busca de direitos que estão lavrados em nossa constituição, aquela que rege as leis materiais. Vamos em busca da verdadeira liberdade, aquela que nos garante a evolução de nosso espírito, e para isso precisamos, urgentemente, entender o mecanismo da vida. Vamos orar para que nossas mentes estejam em sintonia com o Criador, mas que nossa ação se torne efetiva e justa.
Emmanuel nos alerta no texto "Em Todos os Caminhos":
Seja qual seja a experiência, convence-te de que Deus está conosco em todos os caminhos.
Isso não significa omissão de responsabilidade ou exoneração da incumbência de que o Senhor nos revestiu. Não há consciência sem compromisso, como não existe dignidade sem lei.
O peixe mora gratuitamente na água, mas deve nadar por si mesmo. A árvore, embora não pague imposto pelo solo a que se vincula, é chamada a produzir conforme a espécie.
Ninguém recebe talentos da vida para escondê-los em poeira ou ferrugem.
Nasceste para realizar o melhor. Para isso, é possível te defrontes com embaraços naturais ao próprio burilamento, qual a criança que se esfalfa compreensivelmente nos exercícios da escola. A criança atravessa as provas do aprendizado sob a cobertura da educação que transparece do professor. Desempenhamos as nossas funções com o apoio de Deus.
Se o conhecimento exato da Onipresença Divina ainda não te acode à mente necessitada de fé, pensa no infinito das bênçãos que te envolvem, sem que despendas mínimo esforço. Não contrataste engenheiros para a garantia do Sol que te sustenta e nem assalariaste empregados para a escavação de minas de oxigênio na atmosfera, a fim de que se renove o ar que respiras.
Reflete, por um momento só, nas riquezas ilimitadas ao teu dispor nos reservatórios da natureza e compreenderás que ninguém vive só.

Confia, segue, trabalha e constrói para o bem. E guarda a certeza de que, para alcançar a felicidade, se fazes teu dever, Deus faz o resto.


Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier

REENCONTROS

- Estou perdida num mundo escuro, procuro saída e não encontro. Sinto uma terrível dor no peito e não sei o que fazer, ou para onde correr. Estou só!

- O que está acontecendo com você? Algo grave a incomoda?

- Não, está tudo bem. Está tudo bem mesmo! Sou eu, apenas eu. Não consigo me interessar por nada, nada me atrai a atenção. Até mesmo meu corpo me incomoda, parece que não sou eu.

- Como assim?

- Pela manhã quando acordo, até que estou bem, tenho observado esse fato há algum tempo, e ontem percebi que essa sensação de não estar no lugar certo, começa quando olho no espelho e encontro a imagem de um rosto desconhecido para mim.

- Entendo! Qual a sensação que você tem ao acordar?

- De alegria mesmo, de esperança, lembro de outras coisas que nada têm com essa vida sem graça que levo.

- São como recordações muito intensas?

- Isso mesmo. Lembro de uma casa no meio do campo, uma varanda com cadeiras normais e duas cadeiras de balanço. Se forçar vejo um casal de idade sentado e balançando as cadeiras, eles estão de mãos dadas e vez ou outra olham um para o outro com muito carinho, parecem encantados por estarem ali juntos, há várias crianças brincando por ali, todas alegres. Sinto uma felicidade enorme, é como se estivesse observando essa cena, isso acontece desde que eu era criança.

- Recordações de uma outra vida?

- Eu sinto muitas saudades do homem, a sensação é que ele morreu e eu fiquei sozinha. Tem uma outra cena, a senhora a beira de um túmulo nos pés de uma árvore, orando e pedindo a Deus para ir embora com ele, nesse momento algumas crianças se aproximam e a pegam pelas mãos, dizendo que é hora do almoço, ela vai, bem diferente do que era, o passo é cansado, os olhos tristes; depois a vejo sentada na varanda, na cadeira que era dele, ela tem o olhar fixo num determinado ponto e quando me viro e olho, vejo que observa a árvore onde ele foi enterrado.

- Não sei o que dizer dessas suas lembranças, eu sou espírita, na casa que frequento há o atendimento fraterno, acredito que as pessoas que trabalham lá, podem te ajudar de uma forma mais eficaz. Vamos comigo hoje à noite?

- Vamos sim, estou muito cansada. Para mim está sendo difícil viver cada dia, a saudade que sinto, não sei de quê, cresce no meu peito e me escraviza a cada dia. Estou ficando obsedada por essa ideia, e sei que vou encontrar esse homem, um dia, em minha vida, então só espero por algo que, certamente, é apenas fruto de minha insatisfação, mas que também me mantem viva. Que doideira!

À noite, as duas amigas entram no salão da agradável casa espírita, estão esperançosas quanto aos resultados.

A moça das lembranças olha a sua volta buscando um lugar para sentar, encontra os olhos admirados de um rapaz que a observa. Ela sente o coração saltar em seu peito, pega a mão da amiga e a aperta com força, respira fundo e fala:

- Ele está aqui! Eu o encontrei!

O rapaz se levanta, ele tem os olhos marejados de lágrimas, se aproxima, estende as mãos para ela e fala emocionado:

- Venha sentar ao meu lado!

Eles se olham com carinho e sabem que encontraram sua vida, sentam-se lado a lado, de mãos dadas.

"...Confia e vai em teu caminho de paz. 
Nada é mais gratificante que ver alguém submergindo 
da escuridão apenas por haver acreditado na existência da luz.
Ela sempre esteve presente...
Era só abrir os olhos..." 
(Francisco de Assis)


terça-feira, 15 de março de 2016

ENTREVISTA COM ELIANE MACARINI SOBRE EDUCAÇÃO NA TV WEB LUZ

https://www.youtube.com/watch?v=bSShPDY5qc8


FELIZ ANIVERSÁRIO, OLGA GILBERTO!

 Bom dia, prima do coração! 

Hoje é seu aniversário, estou com muitas saudades, mas sei também que você está bem por ai, saudável, feliz e livre.

Desejando sempre que seu recomeço seja semelhante as recordações que nos legou, como amor, dedicação, persistência, bondade e fé.

Durante sua estada por aqui foi o arrimo de muita gente boa também, que o digam a tia Anita, o Tio Antonio e a querida Manu e seus filhos.

Você nos deixou saudades no coração e admiração na mente. Deus a abençoe sempre e saiba que eu amo você de verdade.


Com carinho de sua prima, Eliane!



segunda-feira, 14 de março de 2016

BENDITA ZONA DE CONFORTO, OU SERÁ MALDITA?



Eu já percebi uma coisa incrível no comportamento do ser humano, enquanto o sofrimento é do tamanho que damos conta de vivenciar, ele é aceitável; mas, nós não percebemos que todo estado de sofrimento é derivado do desequilíbrio, e todo estado desequilibrado tende a se agravar com o passar do tempo, trazendo desconforto, tristeza, raiva, insatisfação, acabando por nós tornar irascível, mesmo em momentos parciais de felicidade. Ficamos cegos diante de olhos abertos, mas as mentes, ah! essas estão hermeticamente lacradas para as aventuras necessárias, aquelas que espantam o ócio, que nos vivia a alma.

Os dias se arrastam à medida que nossos passos se tornam cansados e desprovidos de leveza, esse peso nos rouba a vibração necessária para que modifiquemos o que não nos agrada, estamos na chamada zona de conforto. Nada está muito bom, nem mesmo bom, mas está do jeito que dou conta de empurrar com a barriga.

Só que ninguém está feliz vivendo na corda bamba, pois é exatamente isso que acontece nessas situações, pois a insegurança nos rouba a tranquilidade, não existe paz numa mente em conflito eterno, é necessário que algo nos aconteça para que modifiquemos esse bendito estado monótono, de viver o que não queremos e estarmos sempre a representar o que não somos.

O palco da vida se estende de tal forma, que os marionetes criados por mentes em desalinho nos comanda a vontade e a dor, ao ponto nevrálgico de engolirmos uma pílula garganta abaixo, com a intenção de curar feridas inexistentes no corpo denso.

A dor mora na alma, está em nossa mente, na necessidade de viver o que necessitamos, e experimentar o sofrimento da evolução, das coisas novas, aquelas que tememos, pois longe de ser fácil modificar o caminho, é mais fácil e está mais perto viver uma vida falsa e capenga.

Sair do lugar comum, buscar novas respostas, somente acontecerão quando descobrirmos que a dor da ignorância de rejeitarmos o novo, nos obrigada a ter sempre as mesmas afirmativas, dia após dia, ano após, para assuntos já velhos.

Mudar o caminho requer coragem, perseverança, fé em nós mesmos, compreendermos que temos capacidade para criar e recriar nossas horas. Isso é viver, é responder sempre questões novas com respostas novas, experimentar a vida e chutar para longe a mesmice.

Sair da zona de conforto é buscar inspiração para a felicidade!


É IMPOSSÍVEL EVOLUIR COM OS OLHOS VENDADOS - ANA MACARINI

http://www.contioutra.com/e-impossivel-evoluir-com-os-olhos-vendados/

MEDO TODO MUNDO TEM E CRIANÇA TEM TAMBÉM - ANA MACARINI

http://www.contioutra.com/medo-todo-mundo-tem-e-crianca-tem-tambem/

quinta-feira, 10 de março de 2016

JULGAR NA SUPERFÍCIE... UMA FALHA GRAVE!

Eu estudei na PUCSP, no ano de 1974 comecei o curso de Letras, Língua Portuguesa. Saía da faculdade às 23.15hrs., entrava num ônibus descia em frente à Rua Major Sertório em São Paulo, eu morava na Avenida Ipiranga, no Edifício Copan.

Atravessava a Rua Major Sertório de ponta à ponta. As pessoas diziam:

- Que perigo, esse lugar é muito ruim, é o pior lugar de São Paulo, uma rua de prostituição.

E... fiz esse caminho durante quatro anos, nada de mal me aconteceu, muito ao contrário, aprendi coisas importantes para minha vida, e coisas boas. Vou contar uma história que trouxe a mim um pouco de discernimento em minhas conclusões.

Eu descia do ônibus sempre perto da meia noite, entrava na Rua Major Sertório e na esquina sempre estava uma moça, bonita, com os cabelos da cor do sol e dona de um sorriso lindo. Ela sorria para mim e me acompanhava, anônima, em silêncio, até eu atravessar a Avenida Ipiranga, e voltava para seu lugar.

Um dia ela me deu boa noite e perguntou como tinha sido minha aula, eu respondi, feliz por ela conversar comigo. Um dia cheguei ao nosso local de encontro de todas as noites e ela não estava. Um rapaz se aproximou de mim e perguntou se era eu que ela levava até a avenida, eu respondi que sim. Ele falou que por uns dias seria ele, ela estava adoentada.

Fiquei muito emocionada pelo carinho e cuidado. No dia seguinte, comprei um bombom "Sonho de Valsa" e perguntei se ele podia entregar a ela, ele disse que sim.

Alguns dias se passaram, nunca fiquei sem proteção durante esse tempo. Até que um dia feliz a encontrei no lugar de sempre, ela estava muito magra e abatida, fui para abraçá-la e ela com gentileza me empurrou e disse que não sabia que doença tinha, então era melhor eu não me aproximar, agradeceu o bombom e disse que nunca ninguém a havia presenteado. Então, uma vez por semana eu entregava a ela um doce, um chocolate e um dia minha mãe fez arroz doce, eu levei para ela, que chorou de felicidade e contou que sua mãe enquanto viva também fazia arroz doce. Essa informação foi a única que tive de sua vida, ela nunca se lamentou ou contou algo a mais.

Terminou minha faculdade, no último dia de aula, me despedi dela, ela me abraçou e falou que estava muito doente, que em breve não poderia mais estar ali, pedi o endereço disse que a visitaria, ela disse que não, que eu deveria esquecer dela, que nosso tempo havia terminado, e olhou nos meus olhos, chorando e agradeceu assim:

- Sempre quis ter uma irmã e durante esse tempo foi você. Obrigada, mas faz anos que não trabalho mais nas ruas, quis que um dia você se orgulhasse de mim, como eu sinto orgulho de você, então larguei essa vida. Eu só venho aqui para te acompanhar, hoje sou empregada doméstica de uma senhora muito idosa e cuido dela; mas, tomei a decisão tarde, eu estou morrendo e só espero conseguir viver até o momento em que minha patroa precisar de mim, ela também é sozinha. Agora vá, e tenha uma vida feliz!

Eu nunca soube nem mesmo o nome dela, ela nunca quis dizer, como também nunca disse o meu, mas para mim, ela foi um anjo que Deus colocou em meu caminho.

Anjo de luz, tenho certeza que você está bem, sei que sempre teve um coração bom. Deus a abençoe e obrigada por seu exemplo de amor!

quarta-feira, 9 de março de 2016

PARABÉNS MEU PAI ELZO MACARINI, HOJE, VOCÊ COMPLETARIA 90 ANOS!

Um dia de alegria, sempre, ele adorava festas, aniversários, reuniões, uma boa farra em família; então, hoje, é um dia de muita alegria!

Sem choros, apenas uma saudade danada, lembranças boas, como do ano anterior:

- Bom dia, pai, parabéns!

- Parabéns, por quê? - aquele olhar malicioso, de quem não quer assumir que estava esperando uma festa.

- Hoje é seu aniversário, 89 anos!

- Não quero nada, essa época já passou. Só faz um almoço do que jeito que gosto.

- Polenta e carne cozida?

- Com bastante molho.

- Tá certo! O senhor não quer nada mesmo, não é?

- Não, não quero nada não, filha, dá muito trabalho.

- Hamham!

O dia todo ele passou vigiando a movimentação da casa, nenhum movimento... aqui! kkkkk

Lá pelas 16 horas, ele apontou a cabeça na cozinha, e perguntou:

- Tem lanchinho hoje?

- Tem sim, pai. Fiz um bolo de fubá para o senhor, já que não quer festa, pelo menos um bolinho que o senhor gosta.

Olhou para mim com uma carinha ressabiada, tipo assim: será que ela levou à sério?

Como ele tomava lanche às 18 horas... mesa escondida na sala da frente, toda arrumada e decorada, todo mundo por lá, mas ele não sabe.

Às 18 horas em ponto, ele apareceu na cozinha, todo arrumado (rs):

- Filha vou tomar um leitinho.

- Pai vai lá sala que o Cyrão quer dar os parabéns para o senhor. - nesse momento juro que os olhos dele brilharam. Abriu a porta sorrindo e....

- PARABÉNS!

- Não precisava! Quanto trabalho!

Foi um bom aniversário, ele ficou feliz. E hoje, nós vamos comemorar seus 90 anos, festa em nosso coração, e não adianta dizer que vai dar trabalho, amar não cansa.

Esse é o nosso senhor Elzo, divertido, ranziza, amado e saudoso!

Amamos você, meu pai!

segunda-feira, 7 de março de 2016

OUVINDO MÚSICA E DANÇANDO COM OS NETOS

Gente, tem coisas, situações, momentos na vida que não temos como descrever, porque o coração fala e o vocabulário falha.

Assistindo Mamma Mia com meu netos, um musical com as músicas do ABBA, lindo!

Dancei, cantei, brinquei com quatro netos: Ana Cecília (8 anos), Gabriel (6anos), Pedro (3 anos) e João Victor (1a2m).

O coração canta e brinca com nossas emoções, aqueles pequenos me olhando com expressão de felicidade e encantamento.

E por fim escutei maravilhada um coro de vozes incrivelmente alegres:

- Vovó, você é demais! Vamos de novo?

Só isso! Não preciso de mais!

https://www.youtube.com/watch?v=DGUmXBgPvrg&list=RDDGUmXBgPvrg