Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de março de 2016

ESTOU DOENTE!?


Estou doente!? 

Esta afirmação é bastante séria, estar num estado doente. O que significa?

No dicionário encontrei as seguintes definições: Aquele que carece de saúde, ao qual falta a saúde, que se encontra enfermo, não saudável, em estado insalubre.

Quando estamos com a saúde fragilizada, apresentando sintomas dolorosos ou desconfortáveis, com causas que produzem consequências, tudo bem! Estamos, momentaneamente, adoecidos. Essa doença necessita de cuidados, ir ao médico, tomar medicamentos, modificar atitudes, etc.

Porém, o que me assusta, é aquele que embora não apresenta sintomas de desequilíbrios físicos, se sente, constantemente, adoecido.

- Nossa! Eu estou mal!

- O que você tem?

- Não sei, mas acho que algo grave.

- Quais seus sintomas?

- Estou esquisita(o)!

E por mais que perguntemos as respostas são sempre evasivas, e se você questiona e questiona, acaba criando um clima de irritação e revolta. Essa doença existe também, não a nível físico, mas mora no intelecto, na alma, na insatisfação com o desenrolar da própria vida. E com o tempo acaba sendo projetada no sistema orgânico, afinal "Mens sana in corpore sano".

Essa doença pode ter várias causas, nenhuma ligada a fragilidades orgânicas, mas sim no encadeamento do próprio pensamento; sempre inseguro e pessimista, que tece ao redor do doente um estado doloroso e doentio.  São as doenças psicossomáticas, uma doença física ou não, mas que tem seu princípio na mente. 

A conduta adotada pelos profissionais da saúde nesses casos é agir conjuntamente com psiquiatras, psicólogos e psicoterapeutas, mas que pode causar muitas dúvidas e rejeição aos pacientes, que se questionam:

- Como algo é psicológico se dói no corpo?

A doença psicossomática não excluem a dor e a enfermidade, pelo contrário, o corpo realmente está em sofrimento, com dores, feridas, descontroles e descompensações orgânicas, que são controladas com medicamentos e os recursos da medicina tradicional. Inclusive as doenças psicossomáticas podem afetar vários sistemas orgânicos, como o gastrointestinal (úlcera, gastrite, colite, etc.), cardiovascular (hipertensão, taquicardia, angina); dermatológico (vitiligo, psoríase, dermatite, herpes, urticária, eczema); endócrino e metabólico (diabetes); nervoso (enxaqueca, vertigens); das articulações (artrite, artrose, tendinite, reumatismos), etc...

Há grandes dificuldades para acertar o diagnóstico, afinal as causas orgânicas são secundárias, e não raras vezes, não se atinge sucesso nos tratamentos propostos, o que acaba por arremessar o doente numa peregrinação à consultórios médicos e hospitais, prejudicando ainda mais o estado emocional do paciente, gerando medo e insegurança a cada dia mais intensos, pois sua linha de pensamento é que se está doente, tem sintomas, e não há diagnóstico, então... é muito grave.
Quando o diagnóstico de doença psicossomática é feito por profissionais competentes e aceito pelo paciente, inicia-se neste momento, o tratamento correto, aliviando os sintomas físicos através da medicina convencional, alopática, ou pela medicina homeopática, o que é bastante interessante; e um aspecto muito importante de se manter o psiquiátrico e o psicológico.
Afinal mente e corpo fazem parte de um mesmo sistema, se cuidamos do corpo e seus sistemas orgânicos, precisamos adquirir consciência que a mente (o cérebro) é o mais importante, afinal o comando de nosso bem estar tem origem por ai. 
Pessoas ansiosas e facilmente irritáveis  tem maior facilidade de entrar em quadros psicossomáticos desgastantes, inclusive com a característica de identificar e culpar eventos externos pelo problema, aumentando a sensação de impotência diante das dificuldades. Quando há uma tomada de consciência sobre a participação ativa na qualidade dos sentimentos e sensações através da forma como irá enfrentar os pequenos ou grandes problemas do dia a dia, a serem contabilizados por nossa mente, acontece significativa melhora no quadro doentio.
As experiências a serem vividas acontecem ou acontecerão de uma forma ou outra, apenas a nossa disposição em enfrentá-las com bom humor nos livrará de uma mente adoecida e pessimista, então... vamos construir um mundo interior melhor, acreditando na capacidade inteligente de transformação da vida em belíssimo instrumento de felicidade.
É parte da cura o desejo de ser curado.
(Sêneca)

segunda-feira, 14 de março de 2016

BENDITA ZONA DE CONFORTO, OU SERÁ MALDITA?



Eu já percebi uma coisa incrível no comportamento do ser humano, enquanto o sofrimento é do tamanho que damos conta de vivenciar, ele é aceitável; mas, nós não percebemos que todo estado de sofrimento é derivado do desequilíbrio, e todo estado desequilibrado tende a se agravar com o passar do tempo, trazendo desconforto, tristeza, raiva, insatisfação, acabando por nós tornar irascível, mesmo em momentos parciais de felicidade. Ficamos cegos diante de olhos abertos, mas as mentes, ah! essas estão hermeticamente lacradas para as aventuras necessárias, aquelas que espantam o ócio, que nos vivia a alma.

Os dias se arrastam à medida que nossos passos se tornam cansados e desprovidos de leveza, esse peso nos rouba a vibração necessária para que modifiquemos o que não nos agrada, estamos na chamada zona de conforto. Nada está muito bom, nem mesmo bom, mas está do jeito que dou conta de empurrar com a barriga.

Só que ninguém está feliz vivendo na corda bamba, pois é exatamente isso que acontece nessas situações, pois a insegurança nos rouba a tranquilidade, não existe paz numa mente em conflito eterno, é necessário que algo nos aconteça para que modifiquemos esse bendito estado monótono, de viver o que não queremos e estarmos sempre a representar o que não somos.

O palco da vida se estende de tal forma, que os marionetes criados por mentes em desalinho nos comanda a vontade e a dor, ao ponto nevrálgico de engolirmos uma pílula garganta abaixo, com a intenção de curar feridas inexistentes no corpo denso.

A dor mora na alma, está em nossa mente, na necessidade de viver o que necessitamos, e experimentar o sofrimento da evolução, das coisas novas, aquelas que tememos, pois longe de ser fácil modificar o caminho, é mais fácil e está mais perto viver uma vida falsa e capenga.

Sair do lugar comum, buscar novas respostas, somente acontecerão quando descobrirmos que a dor da ignorância de rejeitarmos o novo, nos obrigada a ter sempre as mesmas afirmativas, dia após dia, ano após, para assuntos já velhos.

Mudar o caminho requer coragem, perseverança, fé em nós mesmos, compreendermos que temos capacidade para criar e recriar nossas horas. Isso é viver, é responder sempre questões novas com respostas novas, experimentar a vida e chutar para longe a mesmice.

Sair da zona de conforto é buscar inspiração para a felicidade!