domingo, 15 de setembro de 2013

SOFIA MACARINI POR ANA MACARINI

Para Sofia Macarini, um aniversário iluminado!

O ano... 1994... Seu irmão, um garotinho muito esperto e amoroso, brincava com seus carrinhos e Legos perto de mim, sentadinho no chão... De repente, ele parou de brincar, enlaçou o meu pescoço olhou bem nos meus olhos e disparou:
"Mamãe a minha irmã vai chegar, ela chama Sofia!"
Eu achei graça... Tanta inocência e tanta determinação num menininho só, e de apenas 4 anos. Então, eu o sentei no meu colo e disse:
"Filho, não tem nenhum bebê na barriga da mamãe..."
"Não tem, mas vai ter! A minha irmã, a Sofia, vai chegar! Eu tô esperando!"
Depois de dizer isso, ele me deu um beijo e voltou para seus brinquedos.
De fato, minha menina, você AINDA não estava conosco... Mas ia estar em breve. Eu engravidei em dezembro desse mesmo ano de 1994, pra você chegar num linda dia 15 de setembro de 1995! Uma linda menina, redondinha e perfeita!
Pedro ficou numa enorme alegria. A qualquer pessoa que nos encontrasse, ele dizia:
"A minha irmã tá dentro da barriga da minha mãe! É a Sofia!"
E não adiantava dizer pra ele que poderia vir um menino, um irmão... E não uma irmã. E que ele deveria amá-lo do mesmo jeito. Ele ficava muito sério e afirmava que era a irmã que nasceria, a Sofia!
Foi assim, meu amor, que a nossa história começou...
Você foi " especialmente encomendada" pelo Pedro para trazer mais alegria, mais luz e mais amor para nossa casa.
Você foi um bebê muito desejado e esperado.
E quando você nasceu, Pedro passava muito tempo "vigiando" você no berço, completamente encantado.
Sentir seu rostinho pela primeira vez encostado no meu, só me fez comprovar que essa vida é mesmo cheia de lindas surpresas. Foi amor, muito antes de ser!
Você é minha menininha e sempre vai ser... Minha filha doce, forte, correta, determinada, justa, inteligente, persistente, única e linda.
Minha melhor amiga! Minha companheira!
Você me fez ser uma pessoa melhor!
Amo cada minutinho perto de você! Adoro dividir sapatos com vc! rs Ouvir música e cantar... Ter dias "de meninas"... Bater pernas por aí... Ficar deitada, lendo de mãos dadas... Curtir os mesmos filmes, os mesmos lugares... Falar da vida... Acolher seus medos... Festejar suas vitórias...
Minha filha tão querida! Que seu aniversário seja maravilhoso! Que a vida lhe devolva todas as sementinhas de bondade que você espalhou por aí, em forma de conquistas, amor, prosperidade e alegria!
Amo você até não ter mais fim!




quinta-feira, 11 de abril de 2013

MÃE

M
ÃE
Este texto, abaixo, depois de minhas reflexões, descreve muito bem nossos sentimentos em relação a nossos filhos.
Hoje, vem a minha lembrança aquele momento que só você vê e sente, e que apesar de seus esforços, eles, os nossos filhos, não conseguem avaliar a nossa aflição, é como se a sua visão fizesse parte de outro mundo, a história é a mesma, mas a leitura do texto é outra.
É como ver um carro desgovernado indo em direção a eles, nós gritamos, gritamos e gritamos, e eles não conseguem perceber; as vezes, são salvos pelo "acaso", apesar que não acredito em acaso, e em outras vezes, o carro os pega, então nos olham espantados e questionadores, tipo assim: E agora, o que faço? - e você com o coração apertado, responde com amor:
- Dá a mão e levanta dai, vamos consertar o que quebrou. - mas, sabendo que a marca os transformará, por toda a vida, até mesmo tirando o brilho de seus olhos, mesmo sabendo que um dia tudo terá um novo e inquestionável brilho, de esperança ou ilusão, mas nós podemos apenas observar e estender a mão.
Estou descobrindo que aquela máxima verdade, é meio falsa: - Você só saberá o que é ser mãe, quando tiver seus filhos.  Estou descobrindo que até isso é relativo, pois a cada fase de vida, entendemos uma coisa, e na outra apenas ouvimos, às vezes por educação e outras por não ter alternativa, porque mãe fala mesmo; mas, só entendemos o que nossa mãe anda falando, ou andou falando, quando vivermos situações semelhantes com nossos próprios filhos, até lá ainda somos donos da verdade, que às vezes, é apenas uma mentira para manter a vida dentro daquilo que suportamos teimosamente, ou queremos que seja verdade, ou ainda apenas um meio de contestação. Afinal, existe um espaço tempo entre a vida da mãe e do filho, um espaço de interrogação, que nos faz sempre avaliar as diferenças existentes entre a visão de um e do outro.
Vejo postagens no Facebook, tipo assim, quem tem um filho que ama, partilhe; depois que fui mãe, me transformei, etc. etc. etc.; mas, ser mãe também é relativo ao momento que vivemos, o que entendemos por verdadeiro, seguro e produtivo, e isso é danado de entender ou avaliar, porque mãe também tem desejos, sonhos e esperanças, às vezes, de mudar a vida, sacudir a poeira e dar volta por cima; em outras, de estar livre e criar situações, emoções, etc. e para tanto existe o filho a acrescentar, a acomodar, a defender, a amar de verdade, não só nas postagens. E não raras às vezes, nosso desejo não tem nada de filial, mas ele está lá, e no final das contas, é ele que tem as prioridades e os direitos assegurados por sua dependência, quando pequeno, elas são óbvias, e quando crescem, são relativas e ... não sei como definir, estou tentando entender, às vezes tem um quê avassalador de egoísmo, mas... esse é um sentimento de mãe, que também é filha. Conflito?!
E olha nós aqui! Avaliando, refletindo, questionando, felizes ou não, elevadas ao máximo da alegria ou magoadas com as injustiças, dessas maravilhas que tanto amamos, que nos olham como se soubessem todas as respostas. Nós, mães, também não temos todas as respostas, mas esse amor sublime nos intui do sofrimento que vem matreiro, roubar o sossego, inexorável como conseqüência de escolhas não pensadas, mas esse sofrimento também tem outro aspecto, como aprendizado para eles, e os fará mais fortes e sábios, mesmo assim, acabamos esperneando, tentando fazer que fique apenas na teoria.
E aí vai! A vida, das mães, é assim mesmo,  dias de regozijo, apenas por ter atravessado a rua de mãos dadas com nossos amores, e outro tanto, do lado de cá da calçada, esperando apenas que aquele carro atrase seu percurso, ou passe bem rápido, antes de nosso amor começar sua travessia, com o coração aos saltos, esperando, apenas esperando.
DEUS NOS PROTEJA, FORTALEÇA E NOS PERMITA O EXCELENTE APRENDIZADO DE AMAR DE VERDADE, A PONTO DE ABAIXAR A CABEÇA DIANTE DAS INSANIDADES DO APRENDER! AFINAL, JÁ PASSAMOS POR ISSO, APENAS A MÃE ERA OUTRA, A NOSSA MÃE.




AMO VOCE, DONA DAYSE!





TEXTO MARAVILHOSO DEDICADO A TODAS AS MAMÃES E FUTURAS MAMÃES!
Nós estamos sentadas, almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em “começar uma família”.

— Nós estamos fazendo uma pesquisa — ela diz, meio de brincadeira. — Você acha que eu deveria ter um bebê?

— Vai mudar a sua vida — eu digo, cuidadosamente, mantendo meu tom neutro.

— Eu sei — ela diz. — Nada de dormir até tarde n
os finais de semana, nada de férias espontâneas…

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: “E se tivesse sido o MEU filho?”; que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar; que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzi-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote; que um grito urgente de “Mãe!” fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina; que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino, ao invés do feminino, no McDonald's, se tornará um enorme dilema; que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que jamais se sentirá a mesma sobre si mesma; que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho; que ela a daria num segundo para salvar sua cria — mas que também começará a desejar mais anos de vida, não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias, se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que, através da história, tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender por que eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que me torno temporariamente insana quando discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro dos meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.

Quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Quero que ela prove a alegria que, de tão real, chega a doer.

O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

— Você jamais se arrependerá — digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto-lhe a mão e faço uma prece silenciosa por ela e por mim e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho esse que é o mais maravilhoso dos chamados; esse presente abençoado de Deus, que é ser mãe.

Autor Desconhecido, mas com certeza deve ser mãe e filha.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

TEXTO DE ARNALDO JABOR

Um brasileiro que fala e é calado no escuro da noite dos loucos, está na hora de fazermos circular essa verdade inquestionável, está na hora de acordarmos a nossa cidadania e acreditar que temos direitos a ser resgatados.
VAMOS COMPARTILHAR!
[URGENTE!!!]

'A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa....
'Não deixem de ler e reler o texto abaixo e passem adiante'!
É longo, mas compensa cada parágrafo!

A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE.
(ARNALDO JABOR)

O que foi que nos aconteceu?
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,'explicáveis' demais.
Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.
Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira!!!!!!!
Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada!!!!!!!!
Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos!!!!
Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo!!!!!
Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz!!!!!
Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!!!!!
E a população ignorante engole tudo.. Como é possível isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.
Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito...
Está havendo uma desmoralização do pensamento.
Deprimo-me:
Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?'
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.
A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos!!!!!
Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.
Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino.
E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'.
Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?'
Sempre que a verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando....
Mas agora é diferente.
As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.
Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo.
Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.
Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'!

ESSE TEXTO PRECISA E DEVE SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU !!!

TSE determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN.

Não deixe de repassar é o mínimo o que podemos fazer diante de tanta corrupção!
Ver mais

COMO EU ESTOU?

Como eu estou?

Ainda indignada com a presença de Renans e Genoinos e Lulas em minha vida, indignada por saber que eles ainda são representantes LEGAIS do povo brasileiro, apesar da ILEGALIDADE na maneira que conduzem nossa confiança.

Indignada por esse governo ter o PODER de calar aqueles que procuram a verdade. Postei a pouco um texto de Arnaldo Jabor, muito bem escrito, muito claro e coerente, mas eles tentaram calá-lo através da justiça, apesar da justiça, embora tenhamos uma lei, aprovada com muita luta, que nos diz sobre LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

O que voce vai fazer hoje?
 
Ontem eu comi pizza à noite, mas com certeza a essa hora já foi digerida e teve o destino natural das coisas; mas, essa pizza enorme, indigesta e podre está sobre a nossa mesa, que destino devemos dar a ela?

ESSA RESPOSTA DEVE SER DIGNA E DE RESPEITO, CASO CONTRÁRIO MORREREMOS INTOXICADOS COM TANTA PODRIDÃO.

Bom dia a todos aqueles que se respeitam e sabem o que merecem.

Deus nos abençoe! Porque ser cristão também é saber defender o que nos é de direito.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

ANDO MEIO ASSUSTADA

Ando meio assustada, ou melhor, ando totalmente assustada!
Vou tentar resumir para vocês, a razão de meu medo, que até se assemelha a um sentimento de impotência que acaba por me roubar o sossego, afinal eu tenho família, e essa família anda crescendo, tenho netos que viverão no futuro o que deixarmos para eles como herança de nossa postura.
Vou começar comentando uma notícia recente, uma notícia que diminui e muito a imagem do povo brasileiro:
- O ex-presidente do PT José Genoino, condenado a seis anos e 11 meses de prisão no julgamento do Mensalão, tomou posse como deputado federal na tarde desta quinta-feira (3). Após o ato, disse se sentir "confortável" no cargo, mesmo após a determinação do Supremo Tribunal Federal de que parlamentares condenados no processo perderão o cargo.
Qual o lugar nesse admirável mundão de Deus, que já aconteceu algo semelhante?
Um bandido, ladrão, mau caráter comprovado pela justiça, um réu condenado à prisão ocupando uma cadeira como representante do povo brasileiro. Se pensarmos no assunto, ele representa a quem? Um bandido só pode representar um bandido, não a mim, eu rejeito isso de forma firme e consciente. Esse individuo desclassificado, cínico, trapalhão não representa a maior parte do povo brasileiro, apenas uma parcela ínfima e desnecessária, que pode ser relegado a sua própria ignorância, banidos e exilados para o mais remoto e despovoado lugar que ainda exista, porque ninguém merece receber essa escória.
Continuando a ler a matéria publicada no G1: "Me sinto confortável porque estou seguindo as regras da Constituição do meu país. Estou aqui cumprindo um dever legal, correto de cumprir a legislação brasileira", disse após a posse. "Meu compromisso com a democracia é profundo e radical", afirmou durante entrevista após a posse.
Como um individuo como esse pode falar dessa forma para nós, e estamos quietos e ele está por lá, rindo de nossa cara, e fazendo valer seus direitos garantidos pela constituição brasileira, que deveria proteger os direitos do povo, os direitos corretos, honestos e claros. Ele está lá, na nossa Câmara dos Deputados, recebendo salário, sendo gratificado, montado num gabinete povoado por seus afins, e com certeza, fazendo as suas maracutaias protegidas pela Lei Brasileira. E ainda teve a coragem de olhar para o rosto de um brasileiro que o ouvia e dizer: "Meu compromisso com a democracia é profundo e radical." Com certeza ele nem imagina o que seja isso.
Ai, vamos pensar, refletir, raciocinar, obrigação de todo cidadão que preza a sua liberdade e o seu país:
O que faz um Deputado Federal?
Os deputados federais têm como principais responsabilidades representar o povo brasileiro, elaborar leis e fiscalizar a aplicação do dinheiro público. Também são prerrogativas da Câmara dos Deputados, entre outras coisas, a autorização para instauração de processo contra o Presidente e Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado; a tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas no prazo constitucional.
Como indivíduos, semelhantes ao senhor Genoíno pode ter o direito de elaborar leis e fiscalizar a aplicação do dinheiro público? E como ele vai fiscalizar a presidência e a vice-presidência se ele mesmo, o deputado Genoino, anda levando o dele, por baixo dos panos, junto com o presidente e todo o seu bando?
Isso lembra a história de colocar lobos cuidando de ovelhas, no caso, ladrão cuidando do seu dinheiro, para ladrões levarem embora na calada da noite. Quando penso em nossa história, do jeito que anda, me vem à memória D. João VI, o primeiro a limpar nossos cofres, quando volta a Portugal e leva todas as reservas metálicas encontradas no Banco do Brasil, e como ele deixou herdeiros... Deus nos acuda!
Algo está errado, muito errado, quando tudo pode ser distorcido a ponto de sermos relegados a um estado de silencio constrangedor e de descaso absoluto, quando aqueles que se consideram os espertos do pedaço conseguem tomar o poder de um país e por mais que façam contra o próprio, ainda são ovacionados e erguidos diante da multidão.
Algo está muito errado, quando um professor, que ganha uma miséria, trabalhando em instituições públicas (do povo para o povo) é obrigado a ir a uma reunião de puxassaco de um vereadorzinho porcaria, porque a diretora da escola tem o poder de excluir quem quiser e da maneira que estiver a seu alcance, porque ela tem um padinho e o padinho dela precisa ser paparicado em seu orgulho podre, senão ela acaba perdendo essa boquinha, afinal a competência não entra nessa história.
Algo está muito errado, quando uma senhora é eleita prefeita de uma cidade e possui causas graves correndo no Ministério Público, causas prontas a ir a julgamento, e que a desabonam de maneira grotesca e inquestionável. Cadê a ficha limpa? E depois de tomar posse acaba metendo os pés pelas mãos, coisa que já fazia antes, mas com muitos abraços e beijos melosos, consegue uma reeleição desonrosa, e ainda obriga o povo a se estressar e TENTAR tirá-la do poder, isso sem comentar que foi ele mesmo (o povo burro) que a colocou por lá.
Algo está muito errado, quando analisamos o currículo de nossos representantes públicos e uma boa parte deles já foram questionados legalmente, de uma forma ou outra. Se foi condenado ou não, na dúvida não deveria estar ali, ganhando para fazer um pouco mais do que andou fazendo em seu passado questionável.
Algo está muito errado, quando há CPIs rondando a vida de nossos políticos. Nos últimos anos, quantas foram? E você sabe citar o nome dos envolvidos? Estão lá em nossas casas públicas fazendo a mesma “merda” de antes, e nós estamos por aqui: PAGANDO!
Algo está muito errado, quando o último presidente eleito é cupincha do antigo que anda sendo questionado em seus atos infames.
Algo está muito errado, quando as maiores riquezas do mundo estão nas mãos de pastores evangélicos, livres de impostos, que são impostores, que se dizem representantes de Deus na Terra, e que isso tem um preço especial, em espécie, pode ser em reais, em dólares, em libras, em euro, etc., tudo em nome do Pai.
Algo está muito errado, quando um pretenso brasileiro chamado Lula é descrito num filme questionável como um exemplo de cidadão, pobre, suado e honesto, e em apenas alguns anos ele e sua família enriquecem a ponto de não precisar trabalhar por muitas e muitas gerações de herdeiros, que por seu exemplo, também serão questionáveis.
O que mais me assusta é o povo de boca fechada, cabeça cheia de cachaça e cigarrinho na mão, achando que isso é normal.
Não reconheço meu país, ou melhor, o povo brasileiro, aquele mesmo que nos anos 60, 70 e até inicio dos 80, que lutou por sua liberdade e seus direitos, derrubando uma ditadura militar que consumia a nossa alta estima a tempo demais. Aquele povo que marchava e cantava palavras de ordem, que falavam de seus direitos, que foi preso, que foi torturado e tantos sucumbiram a isso, e hoje, onde estão esses senhores e senhoras? Aquele povo que enfiou os AI na sacola do lixo, de onde nunca deveria ter saído.
Posso até mesmo citar alguns desses cidadãos atuantes, que ainda andam por ai, hoje... corrompidos, sugando a casa do povo, e chego a conclusão que seus ideais não passaram de desculpas para chegarem onde estão, no lugar dos ditadores tão combatidos, e dilapidando o patrimônio nacional, sem lenço e sem documento.
Se alguém se interessar a ver a relação desses nomes, estão nesse site e em muitos outros:
Onde estão nossos jovens, a força motriz de toda transformação? Aterrados por uma educação deficiente e formadora de palhaços passivos, ou até pior,  anencéfalos.
Poderia continuar por ai a fora, citando exemplos e discorrendo sobre toda essa parafernália diabólica, que somente tem um nome:
IGNORANCIA, QUE TAMBÉM PODE SER ASSOCIADA À PREGUIÇA!
Ando mesmo assustada, e termino esse texto com apenas uma pergunta:
E AMANHÃ, COMO SERÁ?

Eliane Macarini – 25 de janeiro de 2013

sábado, 24 de novembro de 2012

QUE BRASIL É ESSE?

Educação desvalorizada produz cidadãos não pensantes, que aceitam qualquer lixo para seu representante público, é o que está acontecendo no Brasil, vamos refletir sobre isso, essa história começou quando foi instituído que crianças no ensino fundamental não poderiam ser reprovadas.
O que aconteceu com nossas escolas desde então?
1.       Ignorância multiplicada e conveniente para o futuro de determinados cidadãos que vêm na vida pública uma maneira de enriquecer ilicitamente, querem provas? Basta assistir noticiários e, para aqueles que são alfabetizados, ler o jornal.
2.       Violência, forma de manifestação do ignorante, que não se expressa através da inteligência, então acaba se manifestando com agressividade e descaso, o que aumenta o caos, e acabam por transgredir normas sociais e leis civis;
3.       Drogas, afinal mais um elemento de alienação da identidade do individuo, quanto mais à população necessita desses artifícios para tentar entender a própria infelicidade pessoal e social, mais a ignorância e a violência alimentam esse terrível mercado;
4.       Total falta de respeito ao próximo, afinal o ignorante violento e adicto, conseguirá entender o processo de alteridade?
E agora vem essa história de cotas nas universidades para as minorias?
Isso cheira a continuidade do processo de emburrecimento do nosso país, começamos na infância e vamos terminar com os jovens aspirantes a uma carreira, a uma profissão?
 Minorias existem porque os governos corruptos mantém esse empobrecimento cultural em vantagem própria.
Cotas nas universidades?
Quem as ocupará?
Os mesmos que foram empurrados na inércia da ignorância, em troca de um prato de sopa e um pedaço de pão?
É esse o Brasil que queremos? Escondido atrás de minorias, que não necessitam ser minorias, abrindo caminho para essa palhaçada que anda acontecendo?
Vejamos o resultado de nossas eleições, quantos notórios corruptos continuam a representar o povo, o povo que na sua ingenuidade acredita em palavrórios e não tem condições intelectuais de avaliar um bom gestor. Porque a má administração também é doença social, administradores que não sabem o que fazem, geram dívidas e destruição, porque o dinheiro suado do povo, é gasto de forma irresponsável.
Aqui em Ribeirão Preto, falou-se muito em respeito aos pobres, viu-se muitos beijos e abraços em pessoas simples e crentes na falsa boa vontade, resultante de ambições pessoais e, talvez até, medo do futuro, e agora mete a faca no fígado dos infelizes que acreditaram nisso, e propõe o aumento do IPTU em 800%, para tentar livrar a cara das dívidas indevidas. Nunca vi tanta denúncia sobre o assunto nos jornais locais e estaduais, quem sabe o Ministério Público começa a entender que há algo pobre no reino.
Além do mais, só vejo falar de corrupção, mas ainda não vi ninguém ser punido DE VERDADE.
Está mais do que na hora, ou melhor, já passou da hora, de lutarmos pela nossa dignidade, por um Brasil mais justo, não podemos mais ser permissivos, precisamos eleger cidadãos de bem, para que o futuro seja de luz. Tivemos oportunidade de fazer isso, nas eleições passadas, e não valorizamos, daqui a dois anos, poderemos escolher novos e atuantes deputados estaduais, federais, senadores e um presidente que seja idôneo e idealista, empreendamos desde já excelente processo educativo para que saibamos quem são eles... VAMOS FAZER MELHOR?

sábado, 3 de novembro de 2012

Esperança

Hoje é sábado, acordei acreditando que o mundo pode ser transformado apenas com um olhar.
 Um olhar de desdém para aqueles que nos querem ver infelizes, aqueles que nos olham querendo que as lágrimas escorram por nossos olhos, um sinal inconfundível de infelicidade; mas, não conseguem visualizar a necessidade da lágrima na hora da alegria, da emoção genuína que nos enlouquece a alma, e uma enxurrada de água benéfica que acaba transbordando por nosso espelho corporal, é apenas a marca do bom momento.
Um olhar de esperança, pois acredito que o dia hoje é sempre melhor do que aquele que se foi, e nos trouxe a esperança daquele que ainda precisa ser vivido, escrito, dançado, banhado em lágrimas de felicidade.
Um olhar de interrogação, vivaz e despretensioso, afinal sou apenas uma nuvem carregada de esperança e desdém com o passado, que passou, e hoje é imutável, não pode ser reescrito, mas pode ser revivido na onda que revolta nos traz uma nova oportunidade, de fazer e viver.
Um olhar assim de “deixa prá lá”, não sofra porque não é necessário, não lamente porque não resolve, não sinta raiva de você mesmo porque isso apenas complica; olhe assim: prá frente, pro alto, prá dentro!
Um olhar de quem sabe que a vida continua, apesar de você ser apenas uma leve brisa, mas sabendo que por maior que seja a tempestade que a acompanha, um dia o vento cede lugar a chuva, a chuva cede lugar à semente que brota, e aquele lugar insensível ao seu pranto, já virou um jardim.
E eu sou assim, um dia lá e outro acolá, mas sinto o perfume da flor orvalhada pela luz do dia, que acorda dentro de meu coração o melhor que posso ser ...  hoje.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

BERÇO DE LUZ


BERÇO DE LUZ

Uma alegria imensa invade meu coração a cada novo livro, é como uma vitória sobre as minhas próprias limitações, aprendo muito com um mestre incrível, Vinicius (Pedro de Camargo), um amigo exigente, que acrescenta sempre algo novo em minha vida.

Berço de Luz, tem algo a mais, também é uma homenagem a um grande amigo que partiu para outras aventuras, outras vivencias, na verdade a verdadeira pátria de todos nós, o mundo dos espíritos, estou falando de Júnior, Rubens Rodrigues dos Santos Júnior. Com saudades, mas também grata por estar em nossas vidas.

Berço de Luz conta a história de Raquel, uma jovem adolescente que experimenta uma das mais belas experiencias para uma mulher, a gestação de um filho, mas também precisa lutar contra a insegurança e o medo da incompreensão da sociedade, desde a família, a escola, etc.

Berço de Luz nos mostra que sempre há um propósito maior em tudo que vivemos, precisamos apenas acreditar e viver essa maravilha.

Vinicius encerra esse livro com o seguinte comentário, que é pura esperança para a humanidade:

"Olhando o céu, vimos uma bola de fogo explodindo em milhões de pequenos focos luminosos, dourados e quentes como o próprio sol, iluminando a escuridão e produzindo um som, que mais nos pareceu o lamento triste e mavioso de uma baleia.
            Mais do que admirados, emocionados, vimos que os pequenos pontos dourados se transmutavam em pequenas explosões prateadas, invisíveis aos olhos humanos, mas que queimava a densa energia que encontrava em seu caminho. Transformando trevas em luz de esperança.
            Observando o espetáculo da natureza profícua, entendi que embora existam várias maneiras de experimentarmos o nascimento do espírito em um corpo de bênçãos, todos os berços são berço de luz."

TOMODASHI, EU E O LAGO

TOMODASHI, EU E O LAGO

Aqueles foram dias difíceis, meu coração palpitava ansioso em busca de respostas para tanta dor, minha alma insatisfeita recusava a realidade que me confrontava a fé.
Entrei, quieto e triste, no consultório do médico, esperava os resultados daqueles exames como se não mais houvesse o amanhã.
            Estava sozinho, eu, meus preconceitos e minha falta de esperança, ouvi o diagnóstico em silencio, eu estava com leucemia, nem mesmo perguntei sobre sintomas, curas ou mesmo se minha vida estava terminando.
            Sai dali apalermado, com pena de mim mesmo. Não sabia o que fazer para minimizar minhas dores e meus receios, não alimentava esperança, nem mesmo acreditava no futuro.
            Parei o carro junto ao Bosque Municipal, na cidade de Ribeirão Preto, olhei para a imensa área verde, resolvi andar por ali, quem sabe assim esgotava aquele cadinho de sofrimento, e quando saísse dali a vida teria voltado a ser feliz.
            Caminhava vagarosamente, sem ver, sem sentir, sem sonhar. Sentei em uma pedra, estava no Jardim Japones, algumas pessoas caminhavam e desfrutavam o bem estar da manhã radiosa.
            Levantei de meu assento, cabeça baixa, pensamentos negativos e infelizes; aproximei-me de um lago e fiquei observando os peixes que afundavam e voltavam à superfície. Pensei, angustiado:
- Eu apenas estou afundando, nunca mais irei emergir desse poço de escuridão.
            Um senhor de aparência frágil, os olhos rasgados, a pele viçosa e os lábios desenhados num sorriso feliz, ainda com dificuldades para se expressar em português, se aproximou de mim, tranquilo falou:
- Sou Tomodashi. Aqui lago é curto, não morri não.
            Olhei para aquela pequena criatura e pensei:
- Deve ser do Japão, ainda nem fala português direito. Até parece que ele sabe o que me vai na alma.
- Olhos são espelhos, gente precisa saber enxergar no espelho. Olhos tristes e sem esperança, amargura no coração. Tomodashi de Tomodashi pode ser.
- Tomodashi de Tomodashi.
            Ele riu feliz e falou com humor:
- Tomodashi, é nome meu; mas tomodashi também é palavra para amigo.
            Ainda confuso por minha própria dor, não entendi direito a sua fala, então perguntei:
- Tomodashi, quer dizer amigo?
- Isso, isso, Tomodashi quer ser do senhor.
- Sou André, e estou triste porque descobri que estou muito doente.
- Ah! – Tomodashi fez pequena pausa e continuou – doença é triste mesmo, principalmente, quando nos rouba o tempo de felicidade. Tomodashi também está doente do corpo, mas não da esperança. Médico falou: tem seis meses. Tomodashi resolveu que esses dias serão os melhores, afinal é bastante tempo para amar mais e olhar a vida com alegria. Tomodashi resolveu não perder esse tempo de esperança.
- E quanto tempo ainda lhe resta?
- Nem Tomodashi, nem médico sabem, já passou seis anos.
            Olhei para o rosto sorridente de meu tomodashi, feliz abracei-o e sai correndo, precisava ver meus netos, meus filhos e minha esposa.
            Havia dado alguns passos, lembrei que precisava saber onde encontrar meu novo amigo Tomodashi, então voltei atrás em meus passos, mas ele não estava lá.
            Uma senhora sentada a minha frente, sorriu e falou com carinho:
- Eu também o vi uma vez, e nunca mais o encontrei, mas está em minhas preces de agradecimento todos os dias.
- E quem é ele?
Ela me olhou com os olhos marejados de lágrimas e, emocionada, falou:
- Um presente de Deus.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

A MINHA VERDADE

sábado, 9 de junho de 2012

COISA DE DOIDO NA UPA TREZE DE MAIO

Ontem, dia 09 de junho de 2012, aproximadamente às 20.00hrs., estive no UPA da Treze de Maio, Ribeirão Preto, com minha filha Bruna, que fez uma cirurgia bariátrica, no HC RPO. Como o HC Campus não atenderia nesse horário, fomos instruídos a procurar um Posto de Atendimento, porque o dreno abdominal estava entupido, caso, relativamente grave, se não for resolvido. Lá chegando, recebemos excelente atendimento das recepções e de um enfermeiro, que infelizmente, não sei o nome, mas se ele ler esse texto vai saber que falo dele; as coisas começaram a complicar quando fomos encaminhados para o "médiquinho" de plantão, ele estava recostado na cadeira e assim continuou, olhou para minha filha e para o dreno entupido e disse:
- Aqui não temos recurso para mexer com isso. Na verdade nem sei como isso  funciona.
Sinceramente, olhei para ele com cara de tonta, acreditei, de verdade mesmo, que eu tinha escutado ou entendido errado. Então, questionei:
- O QUE?
- Sei que vocês esperavam mais de nós, mas não podemos fazer nada.
Então, minha filha olhou para ele com raiva e disse:
- E o que eu faço? Morro com infecção?
- Espera um pouco que eu vou procurar um médico que entenda disso? Talvez eu encontre um professor.
Eu e a Bruna ficamos olhando uma para a outra, acho que questionando se aquela cena bizarra tinha acontecido de verdade, porque até agora eu ainda duvido de minhas lembranças.
Alguns minutos de silencio passaram, assim passando...  aí o “médiquinho” voltou acompanhado do tal médico de verdade, que também não sabia o que fazer com o dreno entupido, então era outro médiquinho, e de agora em diante sem aspas, porque acredito que ainda os estou elogiando.
Nesse momento, o 1º. Médiquinho teve uma brilhante ideia, então aconselhou a Bruna: para ir embaixo do chuveiro, soltar a bolsa coletora do dreno, e sacudir o caninho que estava preso dentro da barriga até soltar o material que a obstruía. Juro que não acreditei, então perguntei a ele:
- Mas... Não é perigoso haver contaminação?
Ele me respondeu que achava que não tinha sido uma boa ideia, então resolveu que devia encaminhá-la à UE do Hospital das Clínicas, e para isso precisava fazer uma regulação, enfim um papel dizendo da urgência de atendimento para a paciente. Para mim, ele deveria escrever sobre a sua incompetência para desentupir um dreno, mas isso também seria pedir muito a minguada sua inteligencia, não é?
Passaram uns 20 minutos e eu fui perguntar se a tal regulação já tinha sido encaminhada a UE, ele me respondeu que não teve tempo, então me deu o papel e instruiu a procurar a dra. Silvia ou a dra. Camila. Lá fui eu:
- Preciso falar com a dra. Silvia ou Camila, por favor.
A enfermeira muito solícita me mostrou a dra. Silvia, atarefada, nem se virou direito para olhar para mim, ou escutar o que eu tinha para dizer, e falou irritada:
- Não vou pegar mais nada. Estou com dois pacientes graves.
Tudo bem, até entendi, ela afirmou estar com dois pacientes graves, então, voltei-me para a enfermeira, que estava visivelmente consternada, e perguntei da dra. Camila. Ela apontou um consultório e lá fui eu, de novo.
Entrei no consultório e lá estava ela, a médiquinha mais médiquinha que já vi, sentada atrás da escrivaninha, caneta na mão, olhou para mim, sem me ver, e perguntou?
- O que foi?
Expliquei o caso, que precisava da tal regulação, e ela:
- Não vai dar (empurrando a folha de volta para mim), não vou pegar esse caso não.
Eu perguntei o que eu deveria fazer, e ela:
- O que a senhora quer que eu faça?
- O que eu quero? Não sei, eu não sou médica e nem funcionária dessa merda, nem sei como isso funciona, e pelo jeito você também não.
Ela continuou me olhando como se eu não estivesse lá, foi aí que eu pirei.
- Voce fez um juramento para trabalhar como médica? Cade seu compromisso? Seu juramento foi de hipócrita e não de Hipócrates. Aí atrás dessa mesa você parece mais uma secretária, incompetente por sinal, do que uma médica. Quer saber? Vai pro inferno.
Sai daquela salinha e no corredor dois policiais me olhavam penalizados, falei com eles aos berros, peço desculpas, e eles apenas concordavam com minha postura desorientada, acredito que entendendo o que me levou à loucura, afinal devem ver isso a todo instante. Enraivecida, gritei, alto e forte, dentro daquela UPA:
- Pelo amor de Deus, tem aqui algum médico de verdade que possa ajudar minha filha?
Aí o enfermeiro, gente fina, veio me auxiliar, pegou o tal papel e foi em busca de solução, até me ofereceu um copo de água, mas naquele momento só aceitaria se fosse balde, vocês sabem para fazer o que.
Resolvi telefonar para um amigo que trabalha no HC, então ele me instruiu a ir direto a UE, fui... e nem disse tchau...
Que beleza! Os médicos de lá, da UE do HC,  ouvem, escutam e respondem... Vocês acreditam? Em menos de cinco minutos, a Bruna foi atendida, por três médicos de verdade mesmo, aparentavam menos de trinta anos, muito seguros, sábios, educados, delicados e respeitosos, nos passaram segurança e confiança, percebemos que aqueles jovens médicos sabiam o que estavam fazendo, faziam com amor ao paciente e a profissão,  e, pasmem, sabiam que aquele negócio que estava entupido tem até nome,  dreno de Blake, que tem conserto, mas precisa saber fazer, e lógico ter feito medicina e frequentado as aulas.
Estou contando com riqueza de detalhes tal história porque até agora fico na dúvida se, realmente, vivi esse caos, dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento, da prefeitura de Ribeirão Preto, sob a direção da prefeita Dárcy Vera e do secretário da saúde Stenio José Correa Miranda.
O que adianta a estrutura física de primeira qualidade, se o principal, o corpo médico, não corresponde às necessidades básicas de conhecimento para atender aqueles que estão em busca de ajuda?
Como esses médiquinhos empoados, metidos de nariz em pé, com o álter ego alterado a ponto de se considerarem deuses corrompidos pela vaidade decrépita, prepotente, mal educados, sem compaixão, sem respeito e sem profissionalismo passam a fazer parte do corpo clínico da rede de saúde pública? UPA... deve ser QI?
Enquanto esperava a tal regulação, vi uma senhora sair do consultório atendido por aquele primeiro médiquinho, abismada, com dor no peito e tossindo muito, e com uma receita de Omeprazol nas mãos, sem um exame, sem respeito algum por parte desse atendente, que se diz médico.
Vou deixar aqui uma pergunta aos responsáveis por nossa cidade, aqueles que receberam votos de confiança da população para agir em nosso nome, afinal de contas, nossos empregados, somos nós que pagamos os seus salários, alias altíssimos para a qualidade dos serviços recebidos:
E AÌ? Meu nome é Eliane Teresinha Macarini de Freitas, e nessa noite memorável na UPA da Treze de Maio que estava lotada, eu vivi essa história de loucos, então é só procurar as testemunhas por lá mesmo, caso haja dúvida...